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Passados cem dias, partidos já discutem sucessão em Dourados

05 de junho 2011 - 13h28 Por Clóvis de Oliveira, Especial para o Douranews
Passados cem dias, partidos já discutem sucessão em Dourados
Nem bem concluiu os festejos dos primeiros cem dias de mandato provisório na Prefeitura de Dourados, o engenheiro Murilo Zauith (ainda no DEM) já terá que começar a fazer as contas da própria sucessão. O motivo: Muitos dos atuais aliados, do amplo arco formado por 15 partidos que apoiaram a eleição dele em fevereiro deste ano, já se assanham e falam em candidaturas para disputar a Prefeitura no ano que vem.

De todos os aliados, Murilo deve manter-se atento em relação a pelo menos três partidos que se posicionaram como companheiros de campanha: PT, PMDB e PSDB. Desses, por enquanto apenas o PT tem declarado, pelos dirigentes mais afinados com o prefeito, que vai insistir na tese da reeleição do atual prefeito. “Para nós, o melhor ainda continua sendo o Murilo e tenho certeza de que, com um mandato cheio, de quatro anos, ele vai poder realizar muito mais”, aposta o ex-prefeito por oito anos e atual deputado estadual Laerte Tetila.

Entretanto, a incógnita permanece por conta do PMDB. Enquanto Geraldo Resende e Marçal Filho disputam a condição de quem mais trabalha em favor do Município, a ex-prefeita interina Délia Razuk vai sendo cortejada inclusive por dirigentes de pequenos partidos, alguns dos quais que integraram a aliança pró-Murilo e hoje acreditam que poderiam estar melhor se tivessem tomado outro rumo na campanha do começo do ano.

Nesse particular, os peemedebistas que se arvoram em virtuais candidatos não podem esquecer que o prefeito foi vice-governador durante quatro anos do maior líder do partido no Estado, o governador André Puccinelli. E, ainda que alguns duvidem, o projeto de ambos [André e Murilo] continua focado para o mesmo sentido, ou seja, cumprir os compromissos traçados há pelo menos cinco anos, quando decidiram que PMDB, DEM, PSDB e PPS iriam construir juntos um projeto político-eleitoral para Mato Grosso do Sul.

Esse traçado, que ganhou o reforço de parte considerável do PT a partir de 2010, principalmente com a aproximação de Puccinelli ao senador reeleito Delcídio do Amaral, é que dá ao prefeito de Dourados a aparente tranqüilidade em relação ao ano eleitoral de 2012, especialmente porque, tanto André quanto Delcídio já estão pensando em 2014, quando termina o mandato do primeiro no comando do Estado e abrem-se as portas para novas lideranças. E, obviamente, essa eleição terá que ser contabilizada, também, entre os quase 140 mil votantes que moram em Dourados.

Sempre que perguntado sobre o tema eleições 2012, Murilo prefere responder que por enquanto a prioridade é tapar buracos, os das ruas e os administrativos que encontrou na Prefeitura. Mas, sabe-se também que, engenheiro civil por formação, ele não se descuida dos cálculos e, ao estilo bem próprio, que para alguns chega a ser irritante, rabisca na cabeça os projetos que idealizou há 36 anos quando chegou na cidade com o propósito de instalar os dois primeiros cursos superiores que Dourados ganhou em 1976: Direito e, não coincidentemente, Administração.