Segundo Gino a situação se agrava à medida que não há uma intervenção mais efetiva dos órgãos competentes, como a Funai (Fundação Nacional do Índio), para resolver o impasse. “A invasão foi feita em uma propriedade rural praticamente dentro da cidade. Os ânimos vão se acirrando e nenhuma providência é tomada”, explica o vereador que diz ainda, “Quando a Funai é criticada pelo descaso com os índios acham que há falta de compreensão. Porém, os proprietários não conseguem falar com o órgão responsável pelos índios para que diálogos sejam mantidos para que se busque soluções para a questão”, relata.
Para o líder ruralista, o órgão competente que assiste aos indígenas tem a responsabilidade de investigar a origem dessas invasões, pois ‘há rumores de que os vários índios que estão acampados nas terras invadidas estariam alcoolizados’ e que ‘antropólogos são os incentivadores as invasões’. “É preciso fazer com que a verdade venha à tona. Não queremos ser injustos, mas também não podemos ser injustiçados. É preciso que as autoridades competentes avaliem de maneira ágil, toda essa situação e apresente uma solução”, afirma.
Gino salienta que a bancada ruralista, juntamente com os órgãos competentes, está discutindo com o governo federal a possibilidade de comprar as terras e instalar as famílias indígenas e assim, terminar com o conflito, porém acredita que esta medida não atenderá todas as necessidades do povo indígena. “Sabemos que terra não é a solução para garantir uma vida digna aos índios. Mas quem tem que provar que terra é a solução e a Funai e o governo federal. Eles poderiam começar por Bodoquena, onde os índios da etnia Kadiwéu tem 500.00 hectares para uma população de dois mil índios que vivem em condições miseráveis e que, muitas vezes, a sociedade não toma conhecimento”, esclarece.