O cidadão douradense Roberto Djalma Barros protocolou quinta-feira (7), no MPE (Ministério Público Estadual) sob o número 1278/11 e no IBAMA, com o número 02040.000396/11-34, documento com pedido de informações sobre o crime ambiental que estaria sendo praticado pela própria Associação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul na área localizada na fazenda Coqueiro, onde funciona a sede da entidade.

Segundo Djalma Barros, a área é considerada de preservação ambiental há pelo menos dez anos e nos últimos tempos vem sendo alvo de devastação da área verde, conforme atestam mapas e fotografias com o registro do crime, a pretexto de se implantar no local um campo de futebol para os associados da AMPMS. O documento foi encaminhado ao promotor do Meio Ambiente de Dourados, Paulo César Zeni.

“O que causa espanto – diz parte do documento – é que pessoas tão preocupadas em manter a ética e a moral e que tem, como o senhor, a função obrigacional de fazer cumprir a lei, se omitem diante de tamanha agressão contra o meio ambiente”. Roberto Djalma diz que é dever constitucional do cidadão alertar para crimes dessa natureza, ainda mais quando são do conhecimento dos próprios membros do MPE.
No pedido de informações, Roberto Djalma Barros [que já foi vereador em Dourados e deputado estadual em Mato Grosso do Sul] observa que a responsabilidade em preservar a questão ambiental deveria encontrar nos promotores os maiores defensores, “como demonstração de idoneidade deste órgão”.