Dois meses depois de inaugurada, e até agora sem utilização por parte da comunidade indígena, a Vila Olímpica de Dourados, projeto pioneiro dessa modalidade implantado no Brasil, vive um novo dilema: ninguém quer gerenciar o espaço, principalmente considerando os sérios problemas de ordem estrutural das aldeias Jaguapiru e Bororo, onde vivem mais de 12 mil índios e onde também a droga e o alcoolismo são uma realidade.
A nova tentativa de se encontrar um gestor para o projeto, que consumiu recursos da ordem de R$ 1 milhão e 300 mil, chega agora às portas da Senad, a Secretaria Nacional de Políticas Antidrogas do Ministério da Justiça. Já que o problema é de ordem social, e o principal adversário é a droga que invade a Reserva Indígena, então que se repasse o “abacaxi” para a secretária Paulina Duarte, que comanda a Senad.
Essa, pelo menos, é a nova investida do “pai” da Vila Olímpica, o deputado Geraldo Resende, depois de reunião realizada hoje (13), no Ministério da Justiça, onde foi apresentado um projeto elaborado por técnicos da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). Paulina, porém, quer conhecer primeiro o “filho” a ser adotado. Ela agendou para o dia 11 de agosto uma visita à Vila Olímpica Indígena, para depois tratar das formas desse financiamento.