Como forma de contribuir com o levantamento, um ofício está sendo encaminhado aos beneficiados para que compareçam à sede da secretaria ou a um Cras (Centro de Referência da Assistência Social) mais próximo.
A secretária Ledi Ferla disse que em consequência dos indícios de irregularidades pontados pelo Conselho Municipal de Assistência Social e PMF, cabe ao município buscar o esclarecimento, sobre o que de fato aconteceu. A entrevista com todos os jovens inscritos no projeto em 2010 é a melhor forma de levantamento dos dados.
Ledi Ferla afirma que disponibilizará toda a estrutura da secretaria para a realização das entrevistas, bem como será dada continuidade às visitas domiciliares feitas pelas assistentes sociais, caso necessário.
O recurso para o projeto foi de R$ 3 milhões, para a realização de cursos para dois mil jovens. Parte deste recurso encontra-se ainda no Fundo Municipal de Assistência Social e a atual gestão, mesmo que não tenha participado da execução do projeto, terá que prestar contas do convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego.
“São fatos ocorridos na administração daquela época, mas temos o dever legal de prestar contas. O prefeito Murilo Zauith determinou transparência total nesse caso e estamos cumprindo”, afirmou a secretária.
O ProJovem Trabalhador é um projeto do governo federal lançado em Dourados em 2010, com a finalidade de qualificar jovens de 18 a 29 anos nas áreas de administração, beleza e estética, telemática, Proálcool, metal-mecânica e turismo. Além do curso gratuito, o programa ainda ofereceu uma bolsa de R$ 100,00 para despesas de custos do aluno. Sua execução encerrou em dezembro de 2010, ficando para 2011 apenas a prestação de contas do Convênio.
A responsável pela execução dos cursos no município foi a Fundação Biótica, empresa escolhida mediante processo de licitação, concorrendo com outras seis empresas. As investigações do MPF apuram ainda indícios de irregularidades também nesse processo, realizado na administração anterior.