Nesta terça-feira, a Prefeitura de Dourados deu o primeiro passo para proibir o tráfego de caminhões e carretas na área central. O prefeito Murilo Zauith, defensor de ações imediatas para coibir a circulação de veículos pesados como forma de diminuir os acidentes e salvar vidas, realizou em seu gabinete a primeira de uma série de reuniões programadas para discutir o problema.
Para essa primeira reunião foram convidados representantes dos segmentos supermercadistas, postos de combustíveis e sindicatos. Os secretários de Planejamento Antônio Nogueira e de Serviços Urbanos Luis Roberto Martins de Araújo também participaram do encontro.
A previsão é que parte desse tipo de tráfego seja desviada do centro até setembro deste ano, com a conclusão do trecho do Anel Rodoviário entre a BR-463, no trevo de acesso a Laguna Carapã, e MS-156, na saída para Itaporã.
Atualmente um caminhão que segue de Ponta Porã para a MS-156, por exemplo, entra na cidade pela Hayel Bon Faker, segue até a Rua Cuiabá, pega a Aquidauana e segue até a Ponta Porã, de onde sai na Avenida Presidente Vargas. Vários acidentes já aconteceram nesse trecho, inclusive com morte.
Na avaliação do prefeito Murilo Zauith, com o término das obras do Anel os caminhões que atualmente precisam cortar o perímetro urbano para seguir da BR-463 para a MS-156, ou no sentido oposto, poderão utilizar a nova estrada e evitar a área central, onde os veículos pesados causam muitos transtornos.
“Queremos trabalhar em parceria e acatando sugestões, para mudar a realidade de Dourados, onde trânsito é complicado. Como esse trecho do Anel Rodoviário vai ficar pronto logo, precisamos tirar as cargas pesadas do centro. Já vai melhorar bastante”, avaliou o prefeito.
Para a próxima reunião, que ainda terá data definida, serão convidados representantes do segmento de serviços, incluindo oficinas mecânicas, auto-elétricas e borracharias. A ideia do prefeito é que os setores apresentem sugestões.
De acordo com o secretário Antonio Nogueira, com a liberação da primeira etapa do Anel Rodoviário será preciso uma discussão sobre alguns serviços que possam ser destinados ao longo da nova rodovia, para facilitar a vida dos caminhoneiros e com isso desviá-los do centro da cidade.
Uma das maiores dificuldades atuais, conforme foi citado na reunião, é que parte dos serviços, principalmente mecânica, está localizada na área central ou nas proximidades. Com isso, os caminhões de carga pesada são obrigados a transitar pelo centro, obstruindo o trânsito de carros de passeio, motos e bicicletas.
O prefeito Murilo Zauith sugeriu que as empresas que dependem do transporte de carga pesada, como os grandes supermercados e lojas de materiais de construção, se organizem e procurem saber como funciona a carga e descarga nas cidades em que as lojas mantêm matrizes ou filiais.