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CPT funda Cooperativa de Consumo Solidário em Dourados

04 de agosto 2011 - 18h49 Por Redação Douranews, com Agência Brasil
CPT funda Cooperativa de Consumo Solidário em Dourados

Com um seminário sobre cooperativismo se iniciará este fim de semana (6 e 7) a fundação da Cooperativa de Consumo Solidário no Centro Social Rural de Indápolis/Dourados. As atividades estão articuladas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT/MS), a Associação de Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul (APOMS) e a Economia Solidária de Dourados; com a participação da Associação de Mulheres Rurais Empreendedoras de Santa Teresinha de Itaporâ; Cooperfamiliar de Juti; a Cooperativa dos Pequenos Agricultores dos Pioneiros do Sul de Itamaraty, Cooperativa Agropecuária da Fronteira de Ponta Porã, e apoiadores da iniciativa.

Segundo, Vanilton Camacho, um dos coordenadores da CPT-MS, o seminário e a fundação da cooperativa é o final de uma caminhada e o inicio de outra, embora sempre com um mesmo objetivo que é a valorização do trabalho e da produção dos pequenos agricultores familiares. A cooperativa de Comercialização Solidária tem um aspecto inovador no sentido de que vai se constituir em base a experiências que conseguiram vincular produtores e consumidores afincados na consciência social e ecológica, de acordo com o agente da CPT. Com a cooperativa –indicou- a idéia é fortalecer o vinculo entre os dois setores.  A cooperativa buscará avançar na perspectiva de vencer as dificuldades e fortalecer a ponte entre agricultores agroecologicos e consumidores em procura de produtos saudáveis. A proposta é resultado da atuação da CPT/MS e de outras entidades ligadas à agricultura familiar no Estado e vai ajudar vincular dos setores da cadeia produtiva e de consumo que defendem a necessidade da valorização dos alimentos produzidos orgânica ou agro-ecológicamente.

Legislação e qualidade na produção

A Cooperativa de Consumo Solidário buscará fortalecer também a reivindicação dos pequenos agricultores familiares no sentido de que no Estado se tenha uma legislação que esteja adequada à realidade dos pequenos produtores. Para os agricultores familiares a legislação existente sobre a questão da liberação ambiental e vigilância sanitária é um grande entrave para os pequenos e que é necessária uma lei especifica e diferenciada que contemple a realidade objetiva do lavrador familiar. Os pequenos agricultores familiares que buscam organizar-se para melhorar a produção e comercialização entendem que a legislação que está em vigor foi pensada para os grandes e que adequar-se a ela é, além de burocrática, excessivamente, custosa. As dificuldades para a liberação de alimentos para a comercialização são enormes e prejudica aos produtores da agricultura familiar na sua potencialidade, que no Mato Grosso do Sul estão buscando seu fortalecimento. Num encontro anterior já tinham manifestado que a legislação existente não é educativa e sim punitiva e incompatível com a realidade de milhes de pequenos agricultores no Estado.