Esta decisão que acaba por prejudicar de 60 a 80 crianças, deve-se a falta de apoio para a manutenção, em especial do profissional em educação física, Anderson Graúna, que desde o início das atividades, em outubro do ano passado, de uma forma humanitária e ganhando apenas um salário mínimo a título de ajuda de custo, conforme explicou Giovanni, vinha dando assistência aos garotos de oito a 17 anos, residentes na região do Grande Itália, BNH 4º Plano e até mesmo da Vila Cachoeirinha. “Só temos de agradecer o empenho do Anderson Graúna que, diariamente, comparecia no campo da Vila Erondina para dar as aulas às crianças e aos adolescentes, mas infelizmente tivemos de parar com este projeto, inviabilizado por falta de apoio”, disse o presidente.
Giovanni Marques conta que o projeto começou em outubro do ano passado e tinha como objetivo o trabalho social, todavia, por ser literalmente gratuito e ministrado em dois períodos, muitos garotos deixaram de comparecer por causa da situação financeira deles e pela atual crise que estamos passando. “Os meninos deixaram de treinar por falta de material, inclusive chuteiras e meias, e como não temos como ajudá-los, por não termos apoio, decidimos parar com o projeto”, lamentou Giovani, dizendo que em seu entender, muitas crianças e adolescentes que estavam no projeto sentiram o fim da escolinha. “Teve garoto inclusive que chorou pelo fim do projeto. Sentimos muito, mas não vejo uma luz no fim do túnel que me dê forças para continuá-lo”, concluiu.
Funced
Questionado da possibilidade deste projeto ser repassado a Funced (Fundação Cultural e de Esportes de Dourados), Giovanni Marques diz que não vê problema algum e afirma que até espera que alguém assuma os trabalhos que já estão sendo desenvolvidos com as crianças e com os adolescentes. “Entendo que se a Funced assumisse o comando do projeto, seria uma grande tacada, pois com certeza ela iria propiciar um trabalho muito grande e principalmente social para as crianças e adolescentes daquela região da cidade, que repito, são muito carentes”, finalizou o presidente.
Procurado pela reportagem, o diretor de esportes da Funced, Jânio Amaro, ao saber do fechamento da escolinha do Operário, disse que iria levar ao conhecimento do diretor-presidente da autarquia, Antonio Coca para se estude uma possibilidade de manter o projeto em atividade. “Vou conversar com o Coca sobre este problema do Operário. Uma coisa é certa, não podemos prometer nada ainda. Nós temos um projeto social esportivo que já está sendo colocado em pratica em três regiões da cidade e aquela região com certeza deverá ganhar um também, porém ainda está em fase de estudo. Quem sabe quando o projeto sair do papel para a prática aproveitamos os garotos e os adolescentes que já estavam em atividade na escolinha do Operário. Por que não?”, avaliou Jânio Amaro.