Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
15°C
Dourados

Correndo risco de virar elefante branco, Vila Olímpica Indígena é avaliada pela Funced

05 de agosto 2011 - 11h53 Por Redação Douranews, com Diário MS
Correndo risco de virar elefante branco, Vila Olímpica Indígena é avaliada pela Funced

Inaugurada a menos de três meses a Vila Olímpica Indígena de Dourados ainda não foi usada para qualquer competição esportiva. Abandonada e deixada de lado pelas três esferas de governo, corre o risco de se tornar mais um elefante branco na cidade. Segundo o jornal Diário MS, os técnicos da Funced (Fundação de Cultura e Esportes de Dourados) elaboraram esta semana um relatório onde constam diversas irregularidades na construção da Vila Olímpica Indígena.
No relatório estão relatados problemas relacionados à estrutura necessária para prática de esportes; a falta de itens que, de acordo com o relatório, constavam no projeto da vila e não foram executados; além da falta de segurança no local. 
Segundo a Funced “a pista de atletismo foi construída com piso asfáltico, onde deveria ser de pedra brita moída ou com piso ‘emborrachado’; Os postes de iluminação da pista de atletismo são muito baixos, comprometendo assim a iluminação da área”. Além destes pontos, ainda falta uma reta, para corrida de 100 metros rasos. 
De acordo com o relatório, tanto a quadra quanto o campo de futebol, estão fora dos padrões técnicos. “As traves do campo de futebol estão fora da medida regulamentar, tanto na altura quanto na largura; as demarcações da quadra de esporte foram pintadas totalmente fora das regras oficiais das modalidades esportivas (futsal, handebol, voleibol e basquetebol)”. 
A quadra de vôlei de areia também foi construída de maneira que os rostos dos atletas de uma das equipes fiquem sempre de frente para o sol. Isto prejudica, porque entre outros aspectos, este é um esporte em que o atleta passa maior parte do tempo olhando para cima. Com isso, uma das equipes estará sempre em desvantagem em relação à outra. 
Alguns itens também não foram executados, segundo os técnicos. “Não existe área para saltos (com caixa de areia); ao fundo de uma das traves, consta no projeto um campo de futebol suíço, porém não existe espaço suficiente”. Falta ainda uma área delimitada para a prática de arremesso. 
Os problemas foram encontrados pelos técnicos em vistoria feita no dia 5 de maio deste ano. As limitações apontadas seriam um impasse para uma boa atuação do profissional de educação física no local, e para avaliar de forma adequada o desempenho dos atletas e prepará-los para possíveis competições. 
A falta de segurança também é uma preocupação indicada pelos técnicos. “No portão de entrada da vila olímpica deveria existir uma guarita de segurança”, aponta. Mesmo ainda trancada e sem uso desde a inauguração, que foi no dia 9 de maio, o local já vem sofrendo vandalismo. As traves do campo de futebol foram entortadas. 

Elefante branco

Sem órgão responsável, a estrutura não foi utilizada pelos moradores. O MPF (Ministério Público Federal) chegou a encaminhar um ofício aos órgãos do executivo pedindo explicações sobre porque o local permanece sem atividade. 
Até agora somente a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) respondeu à procuradoria, apresentado o projeto que elaborou de administração do local. A Prefeitura de Dourados e Governo do Estado têm até a segunda-feira para responder ao MPF. O Ministério dos Esportes, também terá que prestar esclarecimentos à procuradoria.