Para ele, “isto não está acontecendo apenas em Dourados. Vimos coisas preocupantes acontecendo em Campo Grande, por exemplo, onde aconteceram fatos graves, como o estupro de uma jovem e um arrastão, tudo isso combinado pelos infratores através, principalmente da internet. Já está passando da hora de se tomar atitudes que realmente venham a coibir esses crimes”, apontou.

O presidente da Subseção de Dourados diz que a responsabilidade não pode ser atribuída simplesmente aos organismos policiais ou à sociedade em geral. “Para começarmos a mudar o quadro, é fundamental a mão forte dos pais, pois a orientação familiar é preponderante na formação dos jovens, levando aos adolescentes regras rígidas que precisam ser cumpridas, mas antes, compreendidas”, diz César Rasslan.
Em sua opinião, houve um afrouxamento geral quando se fala em regras, e por saberem que não há limites impostos, muitos menores acabam se envolvendo com gangues e cometendo atos infracionais graves. “Precisamos discutir, envolvendo toda a sociedade, a ética, tanto no campo profissional quanto no social e nesse movimento estes temas estarão sendo esmiuçados, assim como as questões da segurança e da violência”, acentuou.
Preocupado com o crescimento das ações criminosas, César lamenta ao dizer que “as tragédias que aconteceram são apenas um começo. Acho que o pior ainda está por vir e por isso, vamos desencadear este grande movimento pois as tragédias não escolhem a classe social – estão acontecendo nos mais diversos segmentos”, disparou.
Ao final da conversa com o Douranews, Rasslan fez questão de reafirmar que “isso tudo que está acontecendo não é só em Dourados e em Mato Grosso do Sul. Vemos acontecer crimes semelhantes em grandes cidades brasileiras, como por exemplo São Paulo, sem que se consiga achar uma solução. Por isso vamos, o mais rápido possível, desencadear o movimento para que, pelo menos aqui, retomemos o controle e a situação não venha a se agravar”, concluiu.
Unei
César Rasslan disse também ao Douranews que o caso do menor que depois de internado na Unei veio a falecer está sendo acompanhado de muito perto pela OAB. “A Comissão de Direitos Humanos está participando de todos os trabalhos, além de mais dois advogados que colocamos juntos para fazer o acompanhamento e, se for o caso, colocaremos mais profissionais para que tudo seja esclarecido com segurança e a verdade seja exposta totalmente à população”.