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Aldeias Bororó e Jaguapiru devem ganhar policiamento comunitário

12 de agosto 2011 - 15h19 Por Redação Douranews
Aldeias Bororó e Jaguapiru devem ganhar policiamento comunitário

Nesta quinta-feira (11) a Polícia Federal, Funai, Ministério da Justiça e Ministério Público Federal se reuniram com lideranças e moradores da reserva indígena de Dourados para debater o futuro da segurança nas aldeias Bororó e Jaguapirú.

Depois de dois meses da Operação Tehoká nas aldeias, as autoridades fizeram uma avaliação sobre as atividades de combate à criminalidade. Foi uma conversa informal. Os indígenas puderam expor a situação da segurança e comentar os resultados da operação.

Seguno informações da TV Morena, o encontro no pátio da escola guateka Marçal de Souza durou cerca de três horas. A principal preocupação, tanto das autoridades como da comunidade indígena, é com a continuidade do policiamento. Muitos índios temem que a polícia não trabalhe mais na reserva após a operação. "O medo é que a operação vá embora e depois fique pior", diz a professora Mirtes Porto Daniel.

Segundo a Funai e o Ministério da Justiça, uma força de segurança policial especializada para as aldeias deverá ser implantada. Já o representante do Ministério da Justiça no evento, o coronel da PM do Distrito Federal, Lemos Pita, disse que uma policia comunitária deve ser capacitada para atuar nas aldeias. A nova polícia será composta por membros das polícias Militar, Civil e Federal, além de guardas municipais. O governo federal ficaria responsável pela capacitação e repasse de recursos para armas e equipamentos.

"A filosofia de polícia comunitária visa buscar aproximação da comunidade, e a comunidade se aproximar da polícia, para sanar seus problemas de segurança pública", afirma Lemos Pita.

A Operação Tekohá continua por mais dois meses na aldeia, e a previsão da Funai e Ministério da Justiça é que o novo policiamento comunitário comece a funcionar imediatamente após o fim da ação federal.

Para a coordenadora da Funai em Brasília, Carolina Comandulli, a implantação da segurança comunitária é a continuação de um trabalho de segurança pública que foi estudado para reservas de Mato Grosso do Sul. "Estamos na etapa de finalização das negociações com o estado para fechar um acordo de cooperação, para policiamento nas áreas, e já pensando a parte logística, estrutural e técnica", afirma.

Desde que a Operação Tekohá começou, onze pessoas foram presas e 140 facões apreendidos. No total, 362 ocorrências foram registradas. Em dois meses, duas pessoas foram assassinadas. Antes da operação, a média era de dois homicídios por semana.