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Délia prestigia encerramento do II Festival do Livro em Dourados

15 de agosto 2011 - 19h53 Por Redação Douranews, com Assessoria
Délia prestigia encerramento do II Festival do Livro em Dourados
A Praça Antônio João, área central de Dourados, foi palco do encerramento do II Festival do Livro, Leitura e Literatura Regional da Grande Dourados, no sábado (13) pela manhã, onde reuniu membros da Academia Douradense de Letras, a Banda do Exército, músicos, dançarinos e munícipes.

O dia ensolarado brindou o encerramento do Festival que mais uma vez foi um sucesso na cidade. O Festival fechou sua segunda edição apresentando artistas da cidade e oportunizando novos talentos. Veja imagens na Galeria

Com o empenho da propositora,  a vereadora Délia Razuk (PMDB),  o 2º Festival aconteceu nos dias 11 e 12 de agosto. A abertura ocorreu no Teatro Municipal, na Academia Douradense de Letras no dia 11 e no sábado o encerramento na praça.

Para iniciar a programação na Praça Antônio João, a vereadora Délia, emocionada pela concretização do evento, agradeceu a presença da Banda da 4ª Brigada do Exército que abrilhantou o evento com a execução de lindas melodias.

O evento reuniu membros da Academia Douradense de Letras, que apresentou exposição dos livros para comercialização, apreciação e sessão de autógrafos. E também a presença da Escola Municipal Joaquim Murtinho, da escola Mace e Etalivio Penzo, como também, o grupo literário Arandu.

Atividades

Após a apresentação da banda do Exercito foi a vez das crianças da Escola Municipal Joaquim Murtinho que apresentaram dança de Balé. A sincronia, desenvoltura e graciosidade das crianças emocionaram a todos os presentes.  Em seguida, o espaço foi aberto para os membros da Academia Douradense de Letras, que completará 20 anos no mês de setembro. Para eles, participar de um evento como este é incentivar e fomentar a cultura da cidade.

A primeira a declamar sua poesia foi Ruth Hellmann, que recitou “Ser Pai”, em momento mais que oportuno, uma vez que o domingo (14) era dedicado aos pais. Em seguida, Wilson Ozório tocou berrante, violão e cantou e ainda declamou uma poesia sobre o Tereré, depois de discorrer sobre a história dessa bebida típica da região.

“O tereré vem da erva mate, uma planta nativa do Paraguai que ao longo dos anos foi acompanhando a mudança da história. No início apreciada apenas na zona rural, hoje faz parte das rodas de jovens, nas escolas e nas praças”, explicou o poeta. Ele enfatizou ainda que o Tereré é mais que uma mera bebida refrescante, mas que une amigos e amantes.

A festa da cultura continuou com a dupla Maranata Osvaldo Marques e Horácio Bento, entoando hinos ao som do violino e violão. Um dos hinos foi “Grandioso és Tu”.

Ainda prestigiando os membros da Academia de Letras, Odila Lange recitou a poesia “Homem e Terra” e depois “Cantando Dourados”, que falou da trajetória, as adversidades e alegrias da cidade. A poetisa Maria Pontes declamou a poesia em homenagem aos pais, “O melhor amigo que tive”. Ela falou da importância de dar valor ao pai que ainda vive, pois quando se perde nada mais se pode fazer.

Academia Jovem

Brígido Ibanhes, um dos membros da Academia de Letras, antes de recitar alguns versos, ressaltou a importância  do Festival e um novo projeto da Academia que é a criação de uma Academia para os jovens, no qual os novos escritores farão parte do corpo literário, cuja missão é fomentar o interesse pela leitura em sua comunidade e formar bibliotecas.

Ele declarou ainda que a literatura regional é como o DNA do Estado, retrata o costume e maneira de viver de um povo. “Somos região de fronteira, mas hoje a nossa cultura ultrapassa fronteiras através dos livros e canções. A nossa sociedade a cada dia mais valoriza os artistas e alguns políticos como a vereadora Délia Razuk, que se faz presente em nosso meio, está empenhada em incentivar ainda mais nossa cultura. Nossa literatura é rica, mas pouco explorada”, argumentou.

Grupo Literário Arandu

Carlos Magno,  presidente do Grupo Literário Arandu, também fez uso da palavra ressaltando que o grupo existe há 14 anos em defesa das questões regionais, exaltando a memória da cidade. Ele recitou uma prosa douradense. Luciano Serafim, que também faz parte do grupo, explicou que Arandu quer dizer sabedoria, amor ao estudo e à ciência.

Para Luciano, um evento como este é de fundamental importância para prestigiar e incentivar ainda mais os escritores. “É necessário que não haja mais o preconceito com os artistas da terra. O que se vê é o prestígio de artistas de fora e a exclusão dos que nascem aqui. Ele pediu a todos os presentes que ouçam e valorizem seus artistas. O apoio da cidade e de seus governantes são de grande importância, pois só assim poderemos ter visibilidade fora do município e do Estado”, declarou. Ele fez a leitura de um de seus versos “O Poeta as Baratas”, do seu primeiro livro com o título “Eu, entre nós”.

Outro que também fez uso da palavra foi o escritor André Barbosa, que além  de parabenizar o evento falou diretamente aos novos talentos e a quem deseja publicar algum livro, sobre a importância de buscar parceiros assim como o grupo Arandu que pode auxiliar todos os procedimentos necessários para a publicação, uma vez que demanda de recursos financeiros.

O jornalista, Nicanor Coelho, parceiro das atividades culturais da cidade, também parabenizou os escritores e a vereadora Délia Razuk por oportunizar este movimento cultural à população douradense que é sedenta por artes e cabe aos políticos promover encontros como este.

Para encerrar com chave de ouro o evento, após a ingestão de lindas poesias, que alegraram e acalentaram os corações da plateia, a Dupla Cássio e Gabriel, da Escola Mace brindou a todos com voz e violão cantando algumas músicas de autoria própria e de autores consagrados como Luan Santana.