No despacho da promotora Fabrícia, ela alega que, além da superlotação [52 menores estão em um local previsto para 24], faltam diversos profissionais, entre professores, psicólogos, assistentes sociais e agentes, para que o funcionamento da Unei seja considerado ideal.
Além disso, em reportagem veiculada pela TV Morena, foi possível perceber a falta de condições de instalações nos alojamentos e de higiene. Ao citar um dos casos, a promotora Fabrícia observou que, embora o alojamento seja para quatro pessoas, cinco estão internados ali e alguém é obrigado a dividir uma cama ou dormir no chão. Além disso, existe alojamento onde ficam oito menores, ou seja, o dobro da capacidade.
O Douranews tentou contato com o juiz da Infância e Juventude, Zaloar Murat Martins de Souza, que não pode conversar com a reportagem por estar em audiência. Segundo informações do gabinete, ele já teria encaminhado o processo para o procurador regional, Paulo Sergio Branquinho, para que fizesse suas considerações. Em contato com Branquinho, ele indicou a procuradora Cristiane Carvalho para falar sobre o caso.
Cristiane Carvalho explicou que ainda não havia sido intimada neste processo e preferia aguardar a chegada do material. “Pelas informações que chegaram até nós, através dos noticiários, a liminar está recebendo novas informações”, acrescentando que “é melhor deixar o processo chegar, para que ao tomar conhecimento do seu inteiro teor, eu possa me pronunciar com segurança”, completou a procuradora.
Também procurada pelo Douranews, a assessoria da promotora Fabrícia comprometeu-se em retornar a ligação após o término de audiências que estavam em andamento.