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Délia Razuk cobra providências severas para corrigir Projovem

18 de agosto 2011 - 22h24 Por Redação Douranews, com Assessoria
Délia Razuk cobra providências severas para corrigir Projovem
“É inadmissível que esses jovens, além de não terem tido a oportunidade real de ganhar uma formação profissional, ainda tenham que passar, agora, pelo constrangimento de terem seus nomes envolvidos com o escândalo em que se transformou o programa Projovem em Dourados”.

A reação, indignada, é da vereadora Délia Razuk (PMDB), preocupada com a demora com que vem sendo tratado o assunto.

Délia lembra que, quando ocupou a Prefeitura de Dourados interinamente, de outubro de 2010 a fevereiro deste ano, assim que tomou conhecimento das suspeitas de irregularidades, principalmente quanto ao repasse de recursos para o programa, determinou ações imediatas, que impediram, inclusive, que uma outra parcela, de quase R$ 1,5 milhão, fosse repassada aos membros da Fundação Biótica, entidade executora do programa, contratada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Relatório elaborado a pedido da então prefeita interina, em 16 de dezembro de 2010, apontou a necessidade de prorrogação do período de validade do programa, até junho de 2011, para proporcionar “tempo suficiente para as correções que garantam a qualidade dos serviços”, como observaram, à época, o presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Rogério Lourenço e os servidores da Secretaria de Assistência Social do Município, José Leonardo Albuquerque e Anizio de Souza dos Santos, encarregados dos levantamentos realizados.

No período de 13 a 17 de dezembro, o Ministério do Trabalho enviou a Dourados o assistente técnico da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego, Manoel Barros que, após verificar, acompanhado de servidores locais, a realidade do programa federal, orientou, entre outras providências, que fosse contratado um coordenador pedagógico para o Projovem e a cobrança, junto aos fornecedores, do material adquirido para funcionamento e não entregue em tempo hábil, “sob pena de ter que devolver os recursos disponibilizados, acrescidos de juros e correção monetária” e ainda “de rescisão do contrato e cobrança de multa”.

Na opinião da vereadora Délia Razuk, esses jovens que agora vem em busca dos seus direitos não podem continuar sendo penalizados. “O prazo para a correção das irregularidades venceu em junho, e nenhuma providência foi tomada. Das 2.000 pessoas inscritas, constatamos que haviam alunos até de outras cidades e em um único endereço até 400 cadastros. Determinamos um novo prazo para que isso fosse reparado, mas infelizmente nada foi feito. Lamentavelmente, quando se fala tanto em capacitação e formação profissional, perdemos mais uma grande oportunidade”, comentou a vereadora.