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“Índio mais uma vez é massa de manobra”, diz Gino Ferreira

24 de agosto 2011 - 14h36 Por Redação Douranews
“Índio mais uma vez é massa de manobra”, diz Gino Ferreira

O impasse que gira em torno da demarcação de terras em Mato Grosso do Sul levou o líder ruralista e vereador Gino Ferreira (DEM) a criticar duramente a política do governo federal em relação às questões indígenas.

Segundo o líder ruralista, é preciso que o governo federal estabeleça medidas emergências de políticas públicas que garantam aos índios mais qualidade de vida. “Precisamos nos unir e cobrar das autoridades mais atenção aos índios. E estamos falando de serviços básicos como saúde, segurança e não somente demarcação de terras. Chega de demagogia. É preciso ações que assegurem os direitos dos povos indígenas”, enfatiza.

O vereador salienta da necessidade de órgãos competentes atuarem de maneira  responsável e coerente nas questões indígenas, pois, mais uma vez, o índio é usado como massa de manobra. Como exemplo Gino cita a manifestação que ocorreu em Dourados, na segunda-feira (21), onde índios de diversas etnias foram às ruas pedir melhorias para as comunidades indígenas. “Vi com tristeza a passeata dos índios que ao fazer um apelo pedindo mudanças e melhorias nas aldeias, não apresentavam nenhuma reivindicação consistente no material que foi distribuído a população”, afirma.

Para Gino o conteúdo apresentado no material não é o caminho para solucionar a crise e não foi direcionado para quem realmente pode solucionar os problemas enfrentados pelos índios. “Sabemos que as questões indígenas é o governo federal que resolve e, nos informativos distribuídos, nada foi cobrado do governo federal, isso significa que novamente estão usando os irmãos índios para fazer políticas ideológicas”, esclarece Gino que ainda destaca; “O material entregue durante o manifesto é de ótima qualidade  e, provavelmente,  deve ter custado caro. Por que não usar este dinheiro para buscar benfeitorias aos índios?”, questiona.

O vereador ressalta ainda que entre as principais cobranças realizadas durante o movimento foi na área da Saúde. Gino lembra que a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) é responsável por atender a demanda em todo o país, e para isso conta com um efetivo de 1.150 funcionários que não estão correspondendo. “Precisamos de pessoas comprometidas para cuidar de nossos irmãos índios com seriedade e não como massa de manobra para fazer politicagem e manter empregos milionários nas entidades que se dizem protetoras dos índios”, diz. “O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vendeu ilusões durante oito anos e o governo do PT quer continuar. Vamos resolver a questão indígena no Brasil de forma séria”, complementa.