Política
“A questão é política, mas é preciso estar atento para o fato de o Incra ter diversos problemas a serem resolvidos e seja quem for nomeado não terá como resolve-los num passe de mágica”, disse a fonte ao Douranews, lembrando que, mesmo dentro do Estado existem correntes que se confrontam, o que pode complicar a indicação de quem quer que seja.
Dourados
Em contato com o chefe do escritório de Dourados, José Bentinho, o Douranews apurou que “os trabalhos de fiscalização e análise continuam sendo desenvolvidos. Já fizemos 16 trabalhos de campo e os relatórios foram encaminhados para a Polícia Federal de Naviraí”, disse Bentinho, acrescentando que “mais de 100 notificações já foram encaminhadas para Campo Grande, já com as defesas dos assentados que apresentam situação irregular. Já recebemos a ordem para dar continuidade ao processo e notificar essas pessoas para desocuparem os terrenos que ocupam em 48 horas, mas devido a todo esse imbróglio estamos aguardando para efetivar as ações”, explicou.
Após a notificação, o Incra deverá entrar na Justiça para retomar os lotes, caso não sejam desocupados. “Durante os dois dias de ocupação do Incra o nosso trabalho atrasou, já que obedecendo a uma portaria superior, quando há invasão das dependências a orientação é que os servidores não compareçam para cumprir o expediente, embora eu tenha vindo aqui todos os dias, ficando até a noite, como sempre faço em condições normais”, relatou Bentinho.
Lista Tríplice
Com as discussões em torno do nome do novo superintendente, que vêm se desenrolando há algum tempo, foi decidido pelo comando do Incra que deveria ser apresentada uma lista tríplice, da qual um nome seria indicado para assumir o cargo. Naquela oportunidade, integraram a lista o atual superintendente substituto, Manoel Furtado Neves, Newlson Reis Monteiro e José Osmar Bentinho. Esta lista continua em poder dos responsáveis pela escolha, mas segundo informações colhidas à época, algumas restrições estavam claras em relação a Manoel – é um funcionário antigo do Incra da região Nordeste e que atualmente estaria lotado no Rio de Janeiro – e Newlson, que também vem de outra região.
“O que preocupa é que esses indicados não conhecem as peculiaridades da nossa região e isso pode ser prejudicial a todos nós. Precisamos de alguém que realmente conheça as nossas necessidades”, disseram à época os assentados.