Em artigo que ele próprio considera “um tanto polêmico”, o bispo diocesano de Dourados, Dom Redovino Rizzardo, aborda hoje (2), na coluna Opinião, que assina semanalmente no Douranews, a questão das celebrações religiosas do casamento. O tema é oportuno, depois que toda a imprensa mundial noticiou a recusa de um padre que se recusou a celebrar o casamento ao constatar que a noiva estava sem calcinhas, e depilada, no interior de Alagoas.
“A esse respeito, parece-me importante frisar que, de acordo com a opinião expressa pelo cardeal Joseph Ratizinger, às vésperas do conclave que o elegeria Papa, estamos numa época em que impera a “ditadura do relativismo”: não existem verdades, nada deve ser imposto, os limites são banidos”, escreve o bispo da Diocese.
“Contudo, em contrapartida, tudo é aceito e “abençoado” se contrariar as normas estabelecidas e se partir das assim ditas “minorias”. A humanidade parece voltar à adolescência, quando é suficiente existir governo para ser do contra!”, continua Dom Redovino, no bem produzido texto opinativo.
Ele também entra na seara da união afetiva entre pessoas do mesmo sexo, agora regulamentado com decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) brasileiro. “Um exemplo concreto dessa involução e inversão de marcha?”, indaga, para acrescentar em seguida: “A partir das leis em vigor em não poucos países [o Brasil entre eles], se um casal de namorados tiver atitudes desrespeitosas na igreja, posso pedir que deixem o ambiente e tudo termina bem. Mas, se forem homossexuais, corro o perigo de ser processado”.