Pouca gente aderiu ao movimento, que foi aberto por educadores que traziam placas do Simted e da Fetems, seguidos por alguns bancários em campanha salarial e um pequeno grupo do Movimento de Mulheres, liderado pela irmã Zandira Luvison, que se mantém ativa nessa manifestação. Alguns tradicionais aliados dela no Grito, como o vereador Elias Ishy e o deputado Laerte Tetila, do PT, preferiram este ano assistir ao desfile de fechamento da programação da Semana da Pátria no palanque de autoridades.
Algumas poucas frases foram pronunciadas pelo locutor do movimento, com foco no risco da lavoura da região se transformar em monocultura com o advento de grandes extensões de plantação de cana-de-açúcar. Em duas faixas vinham os dizeres: “Incentive o consumo de produtos orgânicos” e “Menos cana-de-açúcar, Mais arroz e feijão”.
O ex-prefeito Ari Artuzi e outros envolvidos no maior escândalo que a cidade de Dourados foi palco no ano passado foram timidamente lembrados em uma das faixas: “Um ano de Uragano –Dourados exige punição aos culpados”.
Numa análise final, o Grito (?) dos Excluídos ficou praticamente restrito a pequenas reclamações pontuais de educadores e bancários. Diferentemente de outros anos, todas as autoridades permaneceram no palanque oficial, inclusive aplaudindo os manifestantes e sendo por eles cumprimentadas.
“Eu esperava vir aqui e ver um grande movimento, com reivindicações, posicionamentos sérios, e no máximo, ao invés de um grito, vimos um pequeno suspiro. Está parecendo reunião de sindicato”, disparou um idoso que assistia ao evento defronte ao palanque, ao sair decepcionado do local.