“O formato do grito é aberto, não vai se reger apenas pela pauta principal. Vamos pulverizar as atividades”, justificou Ari Alberti, coordenador nacional do Grito dos Excluídos, para explicar que o tema escolhido para este ano - "Pela Vida Grita Terra... Por Direitos, Todos Nós" – será ampliado a partir de deliberação dos movimentos sociais e pastorais sociais, que decidiram promover em todo o país manifestações contra as drogas, pela reforma política e contra a corrupção, entre outros assuntos.
A programação do Grito dos Excluídos costuma marcar, todos os anos, o encerramento do desfile cívico de 7 de setembro. Nesta edição, a exemplo do que realizaram no ano passado, no parque Antenor Martins, do Jardim Flórida, os organizadores pretendem também levar as atividades do evento para a periferia das cidades na agenda nacional.
Em 2010, os manifestantes levaram para a rua placas e cartazes com as fotos do então prefeito afastado Ari Artuzi e do vice Carlinhos Cantor, além dos vereadores que foram presos na operação “Uragano” (furacão, em italiano), que desarticulou forte esquema de corrupção contra os cofres públicos do Município. A operação da Polícia Federal completou um ano nessa semana e até agora não se tem notícia de punições para nenhum dos envolvidos.
Em dezembro do ano passado, Artuzi e o vice Carlinhos Cantor renunciaram aos mandatos, juntamente com o então presidente da Câmara, Sidlei Alves, abrindo o caminho legal para a realização de eleições que aconteceram em fevereiro deste ano. Foi eleito o prefeito Murilo Zauith, encabeçando uma coligação de 15 partidos.