O prefeito Murilo Zauith foi o segundo chefe do Executivo em Dourados a permanecer até o final em um desfile de 7 de Setembro, que há 17 anos é encerrado com o tradicional “grito dos excluídos”, movimento liderado nacionalmente pela Igreja Católica e que tem se transformado em palco de protestos principalmente contra os políticos.
Em 2009, o primeiro a “enfrentar” os excluídos foi o ex-prefeito Ari Artuzi. Ele teve que assistir, embora contrariado, manifestantes exibindo cartazes com a fotografia dele estilizado de “Pinóquio” e com o codinome “OwARI”, em alusão à operação da Polícia Federal que, no mês de julho daquele ano, levou para a cadeia cinco secretários da Prefeitura, entre outros 39 indiciados em denúncias de corrupção no Município. Em 2010 o desfile foi apenas dos militares quando o prefeito interino era o juiz Eduardo Machado Rocha.
Em 2011 foi diferente. Murilo permaneceu no palanque, acompanhado de vereadores, secretários municipais e da vice-prefeita Dinaci Ranzi, do PT, além dos companheiros dela Laerte Tetila e Elias Ishy, todos militantes ativos dos Gritos de anos anteriores. Aliás, em pelo menos dois anos seguidos como prefeito, nem o petista Tetila esperou pela passagem do “Grito” para deixar o palanque de autoridades.
“A Pátria está acima de tudo, e toda manifestação que tenha como fim defender os interesses nacionais, tem o nosso apoio”, comentou o prefeito Murilo ao final entre assessores e vereadores que assistiram o desfile integralmente. Ele comentou ainda que o desfile foi mais uma oportunidade de mostrar “parte do que conseguimos realizar principalmente para melhorar a vida das crianças, os estudantes e da família douradense”.