A Prefeitura de Dourados já anunciou que até o final do mês pretende desativar as três rotatórias que hoje tentam conter o excesso de velocidade no trecho da avenida Marcelino Pires, entre as ruas Melvin Jones e a Ediberto Celestino de Oliveira. A medida tem apoio popular, mas esbarra em um questionamento: para onde vão os monumentos que hoje ilustram a área central desses contornos?
No cruzamento da avenida principal com a Melvin Jones, por exemplo, o ex-prefeito Laerte Tetila mandou instalar uma carroça, retratando o esforço dos trabalhadores da antiga Colônia Agrícola que ajudaram a construir o progresso da cidade. Há, inclusive, quem diga que os proprietários estariam querendo retomar a posse da peça artesanal.
Na rotatória da avenida com a rua Nelson de Araújo, onde também funciona um posto de policiamento mantido pela Polícia Militar, o ex-prefeito Braz Melo instalou o busto do pioneiro Marcelino Pires, em homenagem ao fundador do Município e que dá nome à principal avenida que corta praticamente toda a extensão da cidade, no sentido leste/oeste.
Já na esquina da Marcelino Pires com a rua Ediberto Celestino também foi instalado por Braz Melo um monumento em homenagem aos 500 anos do descobrimento do Brasil, no ano de 2000, quando em praticamente todas as principais cidades do País ocorreram essas homenagens. A rotatória das Caravelas, como ficou conhecida, até passa desapercebida por alguém mais desatento à história.
“O melhor lugar para levar esses monumentos é a praça Antônio João”, disse ao Douranews o vendedor ambulante Estanislau Chaves. Há cinco anos comercializando antenas para televisão na banca improvisada na calçada da avenida Marcelino Pires com Nelson de Araújo, ele é favorável à retirada das rotatórias, mas se preocupa com as homenagens.