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Murilo pede que ações do Exército sejam permanentes na região

22 de setembro 2011 - 20h30 Por Redação Douranews, com Assessoria
Murilo pede que ações do Exército sejam permanentes na região

O prefeito Murilo Zauith pediu hoje (22) ao ministro Celso Amorim (Defesa), que veio inspecionar as ações da operação Ágata 2, que o Governo Federal realiza desde sexta-feira (16) na faixa de fronteira, que esses trabalhos sejam intensificados. Para o prefeito, a presença da Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira na região inibem a ação de quem promove atos ilícitos, como o contrabando e tráfico de drogas, que geram uma série de outros crimes “e deveriam acontecer de forma permanente”.

Murilo recepcionou o ministro no aeroporto, ao lado do governador André Puccinelli e em seguida reuniu-se com ele e os principais dirigentes do alto comando das esferas da Defesa nacional, no quartel da 4ª. Brigada de Cavalaria Mecanizada.

O prefeito acredita que a efetivação desse trabalho, com apoio direto aos organismos policiais,  pode ser a solução para a redução desses crimes que afetam todo o país, já que grande parte da droga vendida nas grandes cidades passa pela região de fronteira com o Paraguai.

No encontro com a imprensa, após agenda reservada com os militares, Celso Amorim disse que o fato de não existir uma grande quantidade de apreensões durante a ação em andamento é o ponto positivo da Ágata 2. “Isso mostra que no período da operação o crime organizado se retrai”, justificou ele. O ministro citou a operação Sentinela como um dos trabalhos permanentes das forças de Segurança em pontos estratégicos do País.

Outro detalhe citado por Amorim é que depois de uma operação como essa, a exemplo do que ocorreu no Amazonas, os criminosos aproveitam a retirada das tropas e voltam com força total, facilitando o trabalho das forças de segurança para barrar a ação das organizações. O ministro não descartou, porém, a possibilidade de traçar planos estratégicos para as Forças Armadas atuarem em períodos mais longos nas regiões de fronteira seca, como reivindicou o prefeito de Dourados.