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Bancários de Dourados decidem iniciar greve na terça-feira

23 de setembro 2011 - 18h29 Por Redação Douranews, com Assessoria
Bancários de Dourados decidem iniciar greve na terça-feira
Assembléia da categoria em Dourados, realizada na noite de ontem, rejeitou a proposta feita pela Fenaban e aprovou a paralisação; decisão tomada por bancários de Dourados e mais 12 municípios, que compõe a sua base sindical, foi a mesma em todo o país

Os bancários aprovaram, em assembléia, a realização de greve nacional por tempo indeterminado, a partir da próxima terça-feira. A decisão foi tomada em assembléias realizadas na noite desta quinta-feira pelos sindicatos da categoria em todo o país.

As entidades rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 7,8% da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Uma nova rodada de negociação ocorre hoje, às 14h, em São Paulo. Na próxima segunda-feira, novas assembléias serão realizadas pelos sindicatos em todo país para avaliar o resultado da nova rodada e organizar a greve.

Reajuste baixo
A proposta apresentada pelos banqueiros foi rejeitada pelos bancários do Brasil inteiro. A categoria espera que os bancos apresentem uma proposta decente para os bancários, pois a proposta rejeitada é insuficiente, na medida em que significa apenas 0,37% de aumento real, apesar dos lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre deste ano.

Os bancários querem reajuste de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%), maior participação nos lucros e valorização do piso, fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, dentre outras reivindicações.

Segundo Raul Verão, presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, “os bancários continuarão insistindo para um acordo na mesa de negociação, porém a decisão está com os banqueiros, eles precisam tratar os trabalhadores com seriedade, caso contrário a paralisação já está definida e começa na terça-feira”.

Ainda segundo Raul, “a situação do sistema financeiro não deixa dúvidas de que os bancos têm condições concretas de fazer uma proposta que garanta emprego decente para todos os bancários, como forma de valorizar os seus trabalhadores, distribuir renda, melhorar o atendimento aos clientes e assumir um compromisso verdadeiro de sustentabilidade com o Brasil e os brasileiros".