Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
14°C
Dourados

“Figueira” centenária é derrubada no centro de Dourados

25 de setembro 2011 - 17h21 Por Redação Douranews
“Figueira” centenária é derrubada no centro de Dourados

Cerca de dez pessoas estão mobilizadas, desde às primeiras horas da manhã de hoje, para derrubar uma árvore da espécie “Figueira”, plantada há décadas na avenida Weimar Torres, subesquina com a rua Toshinobu Katayama, bem em frente ao Douranews, no centro da cidade. Hoje (25) estão sendo encerradas, em várias regiões do País, as atividades relacionadas com a Semana da Árvore.

O pedido de autorização para a derrubada da árvore foi feito através do protocolo 4.263/2010 por um homem identificado como Nivaldo de Souza Morais e deferido pelo Imam (Instituto de Meio Ambiente) de Dourados no dia 30 de agosto deste ano, conforme deaspacho da secretária do Meio Ambiente do Município, Valdenise Carbonari Barboza.

A alegação de Nivaldo Morais para requerer a poda de uma das mais antigas e frondosas árvores da área central que ainda restavam é de que a “Figueira” estaria causando “danos materiais aos vizinhos, com a queda de galhos e raízes muito longas”. O Douranews apurou que no terreno onde existia a árvore será construído um escritório de negócios ligado a uma instituição bancária.

O Comdam (Conselho municipal do Meio Ambiente) apreciou o pedido de corte da “Figueira” e, conforme despacho 007/2011, autorizou a derrubada exigindo, a título de “compensação ambiental”, que o requerente faça a doação de um aparelho de GPS e dois computadores para os trabalhos do Imam.

Os operários que atuam na derrubada da árvore limitaram-se a informar ao Douranews, quando questionados sobre o trabalho, que estavam cumprindo uma autorização superior e que o serviço deve demorar pelo menos três dias para ser concluído. Populares que passam pelo local se dividem em opiniões a favor e contra o corte da “Figueira”. “É o preço do progresso”, disse um idoso que reside nas proximidades e que conhece a árvore desde 1955. “Um absurdo, não poderiam ter permitido esse crime”, reagiu um professor da UFGD.