Cerca de dez pessoas estão mobilizadas, desde às primeiras horas da manhã de hoje, para derrubar uma árvore da espécie “Figueira”, plantada há décadas na avenida Weimar Torres, subesquina com a rua Toshinobu Katayama, bem em frente ao Douranews, no centro da cidade. Hoje (25) estão sendo encerradas, em várias regiões do País, as atividades relacionadas com a Semana da Árvore.
O pedido de autorização para a derrubada da árvore foi feito através do protocolo 4.263/2010 por um homem identificado como Nivaldo de Souza Morais e deferido pelo Imam (Instituto de Meio Ambiente) de Dourados no dia 30 de agosto deste ano, conforme deaspacho da secretária do Meio Ambiente do Município, Valdenise Carbonari Barboza.
A alegação de Nivaldo Morais para requerer a poda de uma das mais antigas e frondosas árvores da área central que ainda restavam é de que a “Figueira” estaria causando “danos materiais aos vizinhos, com a queda de galhos e raízes muito longas”. O Douranews apurou que no terreno onde existia a árvore será construído um escritório de negócios ligado a uma instituição bancária.
O Comdam (Conselho municipal do Meio Ambiente) apreciou o pedido de corte da “Figueira” e, conforme despacho 007/2011, autorizou a derrubada exigindo, a título de “compensação ambiental”, que o requerente faça a doação de um aparelho de GPS e dois computadores para os trabalhos do Imam.
Os operários que atuam na derrubada da árvore limitaram-se a informar ao Douranews, quando questionados sobre o trabalho, que estavam cumprindo uma autorização superior e que o serviço deve demorar pelo menos três dias para ser concluído. Populares que passam pelo local se dividem em opiniões a favor e contra o corte da “Figueira”. “É o preço do progresso”, disse um idoso que reside nas proximidades e que conhece a árvore desde 1955. “Um absurdo, não poderiam ter permitido esse crime”, reagiu um professor da UFGD.