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MPE diz que Plano Diretor evitaria conflitos sobre a "Figueira"

27 de setembro 2011 - 14h27 Por Redação Douranews
MPE diz que Plano Diretor evitaria conflitos sobre a "Figueira"

Uma ação ajuizada na Justiça há cerca de dois meses deverá fazer com que o Município seja levado a implantar o PDAU (Plano Diretor de Arborização Urbana) como parte da política de planejamento ambiental. O promotor Paulo Cesar Zeni, da Vara do Meio Ambiente, disse hoje (27), no Douranews, que a falta de critérios para tratar desse assunto tem provocado desencontros como os que envolveram grupos de manifestantes e empresários do grupo que planeja construir na área onde existe uma “Figueira”, no centro de Dourados.

Zeni considerou, por exemplo, “no mínimo desproporcional”, a forma de compensação ambiental adotada no caso da “Figueira” da avenida Weimar Torres, em frente ao Douranews. De acordo com o Comdam (Conselho Municipal do Meio Ambiente), já havia um parecer favorável à retirada da árvore diante da apresentação de projeto de edificação que previa a locação do espaço para funcionamento da agência “Vila Helena”, do Banco do Brasil. Ao final, predominou o acordo de “compensar” o Imam (Instituto municipal do Meio Ambiente) com dois aparelhos de computador e um GPS.

“É preciso identificar os valores históricos, analisar caso a caso, não se pode avaliar uma árvore apenas por questões materiais. Essas coisas [o corte da árvore é o mais recente caso] acontecem porque não existe o mínimo de planejamento”, disse Paulo Zeni. “Há dois anos que estou pedindo a criação de um Plano Diretor de Arborização Urbana, da Guarda Municipal ambiental e um mapeamento das áreas de preservação”, acrescentou o promotor.

Segundo o promotor, a partir do encontro marcado para às 14 horas, na sede do Imam, com a secretária municipal do Meio Ambiente, Valdenise Carbonari, é que serão traçadas novas estratégias. “Ainda é possível suspender o corte da árvore”, acredita ele, dependendo dos estudos sobre a historiografia da “Figueira” que deverão ser apresentados. Paulo Zeni vai pedir alguns dias a mais de prazo para apreciar essa questão porque, segundo ele, a supressão de árvores tem sido um dos maiores problemas enfrentados na Promotoria.