Diretores do Banco do Brasil comunicaram, esta semana, aos empreendedores que detém a área onde está localizada a polêmica “Figueira”, na avenida Weimar Torres, subesquina com a rua Toshinobu Katayama, em frente ao Douranews, que está temporariamente suspenso o interesse da instituição financeira em transferir a agência “Vila Helena” da rua Ediberto Celestino para essa área.
O advogado do grupo investidor, Hermes Henrique Maciel, lamentou a decisão e atribuiu o fato à falta de visão das pessoas que encabeçaram o protesto contra a derrubada da árvore, mesmo com todo o processo tendo tramitado de forma legal pelas instâncias oficiais, como o Conselho e o Instituto de Meio Ambiente do Município. A "Figueira", segundo levantamentos feitos pelo advogado, não deve ter mais de 40 anos. Na última reunião para tentar solucionar o impasse, com o Imam, Hermes levou o livro produzido pelo Município na comemoração dos 50 anos de emancipação [dezembro de 1985] que mostra, em uma das fotos, a árvore ainda pequena plantada na área em litígio.
“Já tínhamos a minuta do contrato pronta, estávamos há quatro meses negociando o corte da árvore que, vocês vão ver, não tem nada de histórica; é um ficus, impróprio para o cultivo, de enraizamento longo e sem nenhuma sustentação”, argumenta o advogado. Hermes revela, inclusive, que o empreendimento chegou a propor a troca, a título de compensação ambiental, do corte da “Figueira” pelo plantio de 300 mudas das espécies que fossem determinadas e no local escolhido pelo Imam.
O Instituto justificou que hoje o Viveiro do Município possui mais de 2.000 mudas à disposição de quem quiser fazer o plantio. “Eles informaram que houve casos de plantar 60 mudas em uma determinada área e depois verificar, após algum tempo, que a metade morreu, justamente por falta de cuidados”, disse Maciel. Daí surgiu a proposta de equipar o Imam, com os aparelhos de computador e GPS.
“Sustentabilidade não é só plantar árvores, é cuidar do Meio Ambiente como um todo, com serviços de monitoramento, planejamento, projetos de conservação, mas, infelizmente, predominou a mesquinhez e a visão estreita de um grupo e agora o processo voltou à estaca zero”, afirmou Hermes Maciel. O advogado ainda acredita que é possível reverter essa situação, depois de cumpridos os novos prazos estabelecidos no acordo com o Ministério Público.