A greve dos trabalhadores dos Correios está próxima do fim. Em audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho - que durou quatro horas ontem - tanto a Federação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Correios, Telégrafos e Similares quanto a ECT aceitaram proposta da ministra do TST, Maria Cristina Irigoyen Peduzzi.
Como o comando de greve de Dourados e do restante do Brasil é representado pela comissão nacional, o que for decidido na assembléia no fim da manhã de hoje (5) será acatado. Os trabalhadores vão avaliar a posição às 11 horas, em frente ao prédio da central de distribuição, na rua Quintino Bocaiuva.
A proposta prevê ganhos reais de R$ 80 - a serem pagos desde 1° de outubro. Já a reposição da inflação, acumulada em 6,87% em um ano, de forma retroativa ao primeiro dia de agosto. A oferta anterior incluía aumento de R$ 50 mensais a partir de 2012.
Em compensação, o adiantamento do salário anulou o abono de R$ 500. Benefício que seria pago de forma imediata antes de ambas as partes decidirem o futuro da negociação na Justiça. Entre os benefícios oferecidos pelos Correios, está um seguro-medicamento. A ideia é conceder descontos e reembolsos de valores gastos com remédios, além de correção de outros benefícios.
O retorno ao trabalho em todo o País, porém, ainda vai depender do aval dos trabalhadores em assembleias que serão realizadas nos 35 sindicatos às 11 horas de hoje. Se 18 votarem pela oferta - o que inclui a subsede do sindicato no Grande ABC, localizado em Santo André, todos os funcionários retornam ao serviço de forma integral já na quinta-feira, estima Feitoza.