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Boliviano espera pela chegada do desenvolvimento para MS

11 de outubro 2011 - 15h55 Por Clóvis de Oliveira, Especial para o Douranews
Boliviano espera pela chegada do desenvolvimento para MS

“Precisava dividir, claro. Esse era o nosso maior anseio na época, porque a parte Sul tinha que se desvincular do Mato Grosso (norte) para poder se desenvolver e progredir”. Esse é o raciocínio do empresário Mário Rubens, o “boliviano”, dono da loja de calçados Morena, na avenida Marcelino Pires. Na época da divisão do Estado, ele era estudante de cursinho no colégio Objetivo, em Campo Grande, que depois se transformou na capital de Mato Grosso do Sul.

Paradoxalmente ao grande anseio pela divisão, Mário diz que faltou “vontade política” em relação ao novo Estado. “Nascemos para crescer mais que a parte Norte, mas crescemos menos, porque demorou muito para chegarem as indústrias, para chegar a Cidade Universitária e ainda está demorando para termos um aeroporto em condições de atrair os grandes empresários”. Ainda assim, carregando no sotaque, Mário Rubens diz: “Não há que se perder as esperanças”.

Aos 15 anos de idade, oriundo da cidade de Sucre, província do Departamento de Chuquisaka, considerada a capital judicial da Bolívia, o que, em termos de organização geográfica e republicana brasileira corresponderia à segunda cidade do País, depois da capital La Paz, Mário Rubens chegou a Dourados na década de 70. Interessado pelas coisas do cotidiano da cidade, ele acredita que a grande oportunidade para o Município “está agora nas mãos do Murilo”, referindo-se ao prefeito que administra a cidade há quase oito meses.

“Depois de tudo o que aconteceu... (pausa no raciocínio), penso que agora está nas mãos dele, como empresário e homem que tem visão da importância do desenvolvimento da cidade, colocar as coisas no lugar. Depois dele... tenho minhas dúvidas”, opina o “boliviano” que adotou Dourados para formar a família e produzir. “Quando um empresário chegar aqui e ver a nossa logística, saber que temos um aeroporto onde ele pode se deslocar, agendar seus compromissos, sem pressa, dispondo de facilidades para ir e vir, aí vamos ver o desenvolvimento chegar de verdade”, conclui.