O especial “JN no ar”, quadro do Jornal Nacional que mostra a abordagem em caráter especial de uma problemática em alguma região do País, voltou nesta quinta-feira (13) a Dourados, desta vez para atender a uma denúncia feita pelo MPF (Ministério Público Federal) de que a Prefeitura do Município não estaria aplicando os recursos, da ordem de R$ 1,8 milhão, destinados pelo Ministério da Saúde para o atendimento nos postos de saúde das aldeias Jaguapiru e Bororó.
O repórter global André Luiz Azevedo comandou a equipe, que desembarcou quarta-feira à noite em Campo Grande e passou o dia hoje percorrendo o interior das aldeias. Em conversas com o médico Zelik Trajber, responsável pela unidade da Funasa que funciona no local e o colega dele, Aldo Cabrera, um dos que atendem nos postos de saúde que funcionam nas aldeias, ficou constatada a falta de medicamentos e material para o atendimento.
Também apareceram na reportagem o líder indígena Fernando Souza, um dos membros do Conselho de indígenas que comanda as reivindicações junto às autoridades. Ele mostrou a falta de estrutura dos carros de transporte de pacientes. O Centro de Atendimento aos Desnutridos, na Missão Caiuá, foi mostrado rapidamente, assim como o procurador federal Marco Antonio Delfino de Almeida, afirmando que o MPF continua vigilante sobre a aplicação do dinheiro.
Estrelas
As principais estrelas do especial “JN no ar” foram a secretária municipal de Saúde, Silvia Bosso e o ex-prefeito Ari Artuzi. Funcionária de carreira do Município, a secretária mostrou documentos confirmando que o dinheiro deveria ter sido mesmo aplicado na Saúde Indígena e que agora, graças a um entendimento com o Ministério da Saúde, esses repasses serão feitos na contratação de pessoal e equipamentos das unidades da Reserva.
Ari Artuzi foi mostrado mais uma vez naquela tradicional imagem, sentando em uma cadeira de fios na varanda da casa que mantinha no bairro Canaã 1 até ser preso sob a acusação de comandar o esquema de corrupção investigado pela Polícia Federal na operação Uraganbo, “contando o dinheiro que foi desviado do povo”, como se reportou ao fato o repórter da TV Globo, enviado a Dourados