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Depoimento de Artuzi é novamente adiado em Dourados

20 de outubro 2011 - 19h50 Por Redação Douranews
Depoimento de Artuzi é novamente adiado em Dourados
O depoimento do ex-prefeito de Dourados, Ari Valdecir Artuzi (PMN), no processo em que é acusado de racismo, foi novamente adiado. Em contato com o Douranews ele disse não saber o motivo do adiamento, mas supõe que seja “a falta das testemunhas deles, que não apareceram”, pode ter provocado a marcação de nova data para 2 de fevereiro de 2012.
Segundo consta do Termo de Assentada, o juiz determinou "que os depoimentos das testemunhas Vander Nishigima e Auxiliadora de Fátima dos Santos Mendes, fossem gravados pelo sistema de estenotipia informatizada, cuja transcrição será anexada aos autos no prazo de 72 horas, a partir da qual correrá o prazo de 48 horas, para conferência e impugnação da transcrição, findo o qual, nada sendo requerido, reputar-se-á que a transcrição foi conferida e achada conforme".
Já a testemunha Irlon Maciel Ferreira,  prestou informações sobre o motivo da ausência, estando elas anexadas ao processo onde alega estar fora de Dourados "devido aos encaminhamentos do projeto no processo de seleção do doutorado da Universidade Estadual de São Paulo/USP, na cidade de São Carlos"

Artuzi foi processado após ter feito declarações consideradas ofensivas em uma entrevista a rádio Grande FM em agosto de 2010. Ele voltou a afirmar que “não agredi nem ofendi ninguém. Outras pessoas já disseram a mesma coisa que eu disse, até em condições piores, e ninguém falou nada”, apontou.

A audiência de instrução e julgamento foi remarcada, desta vez, pelo juiz Rubens Witzel, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Dourados. Na última audiência que aconteceu no dia 12 de setembro o juiz Jairo Roberto de Quadros ouviu no Fórum três testemunhas da acusação e duas de defesa.

O Ministério Público Estadual pede a prisão do ex-prefeito e o pagamento de uma multa de R$ 300 mil.

Artuzi também disse ao Douranews que dispensou a advogada Luci Mara Tamisari Areco, tendo agora como defensor o advogado Leandro Giani. A pena por crime de racismo vai de 2 a 5 anos.