Atualmente, há cerca de 23 turmas de Licenciaturas Interculturais em todo o Brasil. Em Dourados, a Teko Arandu surgiu da iniciativa do Movimento de Professores Guarani e Kaiowá. Muitos profissionais da área da Educação no Estado, além das Universidades (UFMS, UCDB, UEMS, UFRR, UFMT), Secretarias Municipais de Educação do Estado, FUNAI, MEC e políticos locais, juntamente com os professores Guarani e Kaiowá, participaram da elaboração da proposta e dos entendimentos para a criação do curso.
Em 2006, com a implantação da UFGD, a proposta foi aceita e o curso começou a funcionar em parceria com a UCDB, FUNAI, SEMEDs do cone sul do Estado e da SED/MS. As organizações Guarani e Kaiowá, juntamente com estas instituições, vêm orientando o perfil do curso e construindo um diálogo de respeito na definição de novos conhecimentos e de novas áreas de estudo.
O Curso de Licenciatura Indígena tem a modalidade “parcelada” ou de “alternância”. A pedagogia de alternância foi desenvolvida por pesquisadores internacionais de renome com o objetivo de colocar em prática uma nova teoria sobre a educação popular. Esta modalidade de ensino não era com o intuito de formar alunos como nas escolas urbanas comuns, mas, sim, fazer com que os filhos de lavradores e até mesmo os próprios lavradores desenvolvessem uma forma mais digna e lucrativa para a vida no campo.
Ao voltar-se para a realidade do contexto indígena, o Curso está composto por dois Blocos: Bloco I também denominado Núcleo Comum [de um ano e meio] com um currículo único para todos os acadêmicos e Bloco II também denominado Núcleo Específico [de dois anos e meio] organizado em quatro grandes áreas de formação especializada: Educação Intercultural e Ciências Sociais; Educação Intercultural e Linguagens; Educação Intercultural e Matemática; Educação Intercultural e Ciências da Natureza.