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Cadeia produtiva da piscicultura precisa de profissionais qualificados

02 de novembro 2011 - 14h31 Por Redação Douranews, com Assessoria
Cadeia produtiva da piscicultura precisa de profissionais qualificados

O coordenador estadual do Programa Peixe Vida, engenheiro agrônomo João Sotoya Takagi, apresentou a estrutura existente em Mato Grosso do Sul para a cadeia da piscicultura, durante o Seminário “Demandas e Perspectivas da Formação Profissional para o Desenvolvimento da Aquicultura e Pesca”, realizado nos dias 18 e 19 de outubro, no Auditório da Unidade 2 da UFGD.

Após elencar todos os elos da cadeia produtiva, João Sotoya Takagi chamou atenção para a necessidade de pesquisadores e técnicos em cada fase do processo para transformar o potencial em números interessantes para todo o segmento.

O exemplo mais claro do potencial de Mato Grosso do Sul para a piscicultura estaria na área de cultivo adequada. Takagi citou a possível exploração dos reservatórios nas represas que fazem fronteira com São Paulo, como a de Ilha Solteira com 1.230 ha de área de cultivo adequada para piscicultura, Jupiá com 330 ha e Sergio Motta (em processo de demarcação) com 2.220 ha.

A busca por fomento no Estado estaria aumentando de acordo dados do Programa Peixe Vida, presente em oito municípios, com mais incentivos em Itaporã, seguida por Paranaíba.

Sobre a estrutura, Takagi citou a regulamentação da atividade, com o registro de aquicultor e a licença ambiental, a atuação da defesa sanitária, as rodovias, a fábrica de ração, os sete frigoríficos e as 12 empresas de produção de alevinos.

Quanto à organização dos pescadores fez referência à existência de colônias de pescadores em 12 municípios, de associações em três municípios, e de produção de artesanato em couro de peixe, agregando valor ao pescado, em cinco municípios. Então falou do Centro Tecnológico do Couro, instalado na área da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande, e administrado pela Fiems e Senai, e que também trabalhará com couro de peixe.

Realizando ensino e pesquisa, elencou as seguintes instituições: Embrapa (CPAO e CPAP), inclusive com o Núcleo de Piscicultura (NUPAQ); Universidades Estadual e Federal de Mato Grosso do Sul (Uems e UFMS), Federal da Grande Dourados (UFGD), Católica Dom Bosco (UCDB), Anhanguera e o Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran); e a empresa Projeto Pacu.

Para articulação da rede falou da Câmara Setorial de Piscicultura, criada pela resolução SERC\SEFAZ número 34 de 16\06\2003.

Trabalhando com assistência técnica para o setor, apontado por Takagi como um dos principais gargalos e espaço onde acadêmicos podem ser inseridos, mencionou os Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), Pesca e Aquicultura (MPA), Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Associação de Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul ( Apoms).

Sobre os incentivos governamentais, apresentou o programa MS Empreendedor regulamentado na Lei Complementar 093 de 05\11\2011 e na Lei 4049 de 30\06\2011; e o PROAPE Programa de Avanços da Pecuária de Mato Grosso do Sul, criado pelo decreto 11.176 de 11\04\2003.