O servidor público estadual José Luiz de Oliveira, da Inmetro (Agencia estadual de Metrologia) em Mato Grosso do Sul, propôs na tarde desta terça-feira (10) junto à Procuradoria do MPF (Ministério Público Federal), em Dourados, uma denúncia contra a presidente da República Dilma Rousseff pelos gastos superiores a R$ 657 mil, conforme amplamente divulgados pela imprensa nacional, realizados pelo Palácio do Planalto para adequar as instalações da Base Naval de Aratu, na Bahia, para receber a chefe do Governo em férias na virada do ano.
Anexando cópias de reportagens de vários jornais, José Luiz, também conhecido no Estado como Zé do Itahum [ele é originário do distrito com este nome, em Dourados, por onde se elegeu vereador para um único mandato, de 1993/96], diz no documento protocolado no MPF que “causou surpresa e indignação à população brasileira” o fato da presidente Dilma ter autorizado essa despesa pelo Ministério da Marinha no período de 21 de novembro a 10 de dezembro, conforme levantamentos da ONG Contas Abertas.

Zé do Itahum protocola pedido de denúncia contra Dilma Rousseff
As notas de empenho, emitidas pelo Ministério, segundo a ONG, apontam gastos com a compra de um frigobar de 76 litros (R$ 4.900), um espelho (R$ 6.000), duas poltronas (R$ 6.700), oito aparelhos de TV, sete de DVD, um home theater e um computador (R$ 19.500), cortinas (R$ 37.300) e obras realizadas na Base Naval (R$ 195.400), entre outros gastos que estariam previstos desde 2010, mas só foram realizados agora “coincidentemente quando a presidente escolheu aquele local para passar as férias de fim de ano”, comentou Zé do Itahum ao Douranews.
O servidor público pede que o MPF responsabilize a presidente Dilma Rousseff para a devolução do dinheiro que foi gasto, segundo ele, de maneira abusiva. “Esse dinheiro poderia ser gasto com a Saúde, Educação, ou Segurança, para a melhoria da qualidade de vida do cidadão brasileiro”, argumentou José Luiz de Oliveira.
No pedido de denúncia, Zé do Itahum pede que o ministro da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, também seja responsabilizado.