Os diretores do Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) apresentaram na manhã desta sexta-feira (3), aos secretários de saúde de Dourados e de toda a macro-região, a situação de superlotação no setor de ginecologia e obstetrícia verificada no hospital mantido pela Universidade.
De acordo com a assessoria de comunicação da UFGD, o Hospital Universitário vem trabalhando acima do limite de leitos, o que provoca lentidão no atendimento e superlotação. Nos últimos meses, tem se tornado comum a acomodação de pacientes no corredor da maternidade, o que certamente gera desconforto a pacientes e familiares.
Relatórios e dados sobre o volume de atendimento nos últimos meses foram apresentados à secretária de Saúde de Dourados, Silvia Bosso, e a secretários de saúde de toda a macro região durante a reunião da CIR (Comissão de Inter-gestores Regionais), envolvendo secretários de saúde de toda a região da Grande Dourados. O objetivo foi apresentar a situação e sensibilizar os outros gestores de que o problema é de todos, e não apenas da administração do HU ou da UFGD.
De acordo com relatórios da coordenação do setor, frequentemente o volume de atendimentos excede em pelo menos 10 a 12 pacientes, sendo que há apenas 25 leitos destinados a ginecologia e obstetrícia. Os cinco leitos do Centro-Obstétrico são reservados para mulheres em trabalho de parto e há ainda outros seis, mas destinados para pacientes que passaram por cirurgias ginecológicas.
Na quarta-feira (1), dez pacientes tiveram que ser acomodadas no corredor da maternidade, juntamente com os bebês nos bercinhos e ainda cadeiras para acompanhantes. Outras duas pacientes permaneceram no Centro Obstétrico no pós-parto, para aguardar a liberação de vagas na maternidade. Vale lembrar que 90% dos atendimentos prestados no HU/UFGD neste setor são de pacientes de Dourados, o que exige medidas locais para resolver o problema da falta de leitos.
Durante a reunião a direção do HU/UFGD demonstrou que, apesar do excesso de demanda, os atendimentos são feitos com excelente qualidade, tanto pela equipe médica quanto pela enfermagem. “O HU/UFGD possui uma alta taxa de ocupação, mas o atendimento não deixa a desejar. Nos dias de superlotação, a equipe de enfermagem é remanejada para garantir assistência de qualidade”, garante o diretor-geral, Wedson Desidério Fernandes.
A direção do hospital lembrou ainda que a gestão do atendimento pelo SUS em Dourados é de responsabilidade do município e que o Hospital Universitário é apenas um prestador de serviço. Na terça-feira (7) Wedson e demais dirigentes do HU voltam a se reunir com a secretária de Saúde, Silvia Bosso, para continuar o debate e buscar soluções emergenciais para resolver o problema da superlotação na maternidade.