A Salvar (Sociedade de Defesa Ambiental), Organização Ambientalista Não Governamental que é presidida, em Dourados, pelo arquiteto e urbanista Luiz Carlos Ribeiro, protocolou junto ao promotor da 11ª. Promotoria do MPE (Ministério Público Estadual), Paulo Cesar Zeni, um ofício em que denuncia um processo agressivo de intervenção junto ao Córrego Laranja Doce, a partir da abertura de uma passagem partindo da Perimetral Norte rumo a uma propriedade rural que fica do outro lado do córrego.
De acordo com o documento assinado por Ribeiro, a Ong ambientalista foi procurado, no dia 27 de janeiro, pelo professor Onlldo Lopes dos Santos, residente no Parque Alvorada, em Dourados, que registrou em uma série de 54 tomadas de vídeo e mais 26 o processo de agressão que estaria sendo cometido na área do parque ambiental do Córrego Laranja Doce.
O tal acesso viário que está sendo feito para interligar com a Perimetral Norte está situado nas proximidades da UNEI (Unidade Educacional de Internação), inserido todo ele dentro da Àrea de Preservação Permanente do Córrego Laranja Doce, “passando por dentro de toda uma área de alagamento do córrego (várzea) e mata ciliar”, cita o documento-denúncia.
Ainda segundo a Salvar, “a área está sendo drenada sem nenhum critério, como sem critério esta sendo substituído o solo ali existente por material vindo de outro lugar que servirá de base para o tal acesso viário, da mesma forma que a retirada da vegetação ali existente também não obedece a nenhuma norma preservacionista”.
De posse do material obtido junto ao professor, a Ong alerta para o risco de que outras intervenções desse nível também venham a ser executadas na região do parque e pede da Promotoria “urgente processo investigatório e, se necessário, a imediata interdição daquela ‘obra’ em execução, no intuito da reconstituição daquele local e de coibir novas intervenções desta natureza, de tal sorte a preservar aquele importante manancial”.