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Indaiá pode excluir associados envolvidos em espancamento

22 de fevereiro 2012 - 12h19 Por Redação Douranews
Indaiá pode excluir associados envolvidos em espancamento

A diretoria do Clube Indaiá decidiu instaurar processo de exclusão do quadro de associados dos envolvidos no episódio que culminou com o espancamento de um adolescente na tarde de sábado (18), na área das piscinas.

Em nota distribuída na manhã desta quarta-feira (22), o clube admite a inexistência de segurança, e confirma que tem um salva-vidas. “O clube entende que não havia a necessidade de um segurança, pois durante os 45 anos da sua existência, poucas foram as ocasiões em que houve fatos que suscitassem esta necessidade”, diz a nota.

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Henrique Shogum, apontado como principal agressor do adolescente

Henrique Shogum Kaminice, de 31 anos, Ronaldo Yuji Ueno Anami, de 27 e Augusto Kiyomura Rosslli, de 18 anos, foram presos e autuados em flagrante após agredirem um adolescente de 16 anos no interior do Clube Indaiá. Eles foram soltos após no domingo (19) após pagarem a fiança arbitrada pela promotora de Justiça Cláudia Almirão. Henrique Shogum pagou R$ 1.500 e os amigos dele, Ronaldo e Augusto, pagaram cada um R$ 622 (multa de um salário mínimo), depois de terem sido apontados como co-autores da agressão.

O adolescente, espancado pelo trio depois de ter esbarrado em Henrique ao sair da piscina do clube, na tarde de sábado, foi atendido no HE (Hospital Evangélico) e também já recebeu alta, para continuar o tratamento em casa. O menor foi atingido com vários golpes na cabeça e no rosto. De acordo com o despacho da promotora, os rapazes deverão responder em liberdade pelo crime de lesão corporal grave.

Leia a íntegra da nota da diretoria do Indaiá:

“NOTA À IMPRENSA E AOS ASSOCIADOS

Em face dos fatos ocorridos nas dependências do Clube Indaiá, a Diretoria Executiva reuniu-se e, pela gravidade dos fatos, decidiu pela instauração do processo de exclusão dos envolvidos do quadro de associados, conforme o que rege o Estatuto Social do Clube Indaiá, além da suspensão preventiva determinada pela Diretoria.

Também vem esclarecer que nas piscinas do clube há um salva-vidas, que presta o necessário serviço, mas que o clube entende que não havia a necessidade de um segurança, pois durante os 45 anos da sua existência, poucas foram as ocasiões em que houve fatos que suscitassem esta necessidade.

O Clube Indaiá, em sua longa história sempre foi feito para o lazer da família, de forma que os fatos ocorridos deixaram todos os membros da Diretoria Executiva, bem como a totalidade dos associados indignados com os fatos ocorridos.

E que, apesar do desejo da Diretoria, em excluir sumariamente os agressores da vítima do quadro de associados, a mesma tem que respeitar o que prescreve o Estatuto Social do Clube, aguardando a decisão da Comissão de Sindicância, bem como do Conselho Deliberativo”.