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Estudante da Cachoeirinha recebe micro reciclado

30 de março 2012 - 22h24 Por Redação Douranews
Estudante da Cachoeirinha recebe micro reciclado

O jornalista e técnico em informática Ademir Machado entregou esta semana o terceiro microcomputador reciclado, com o apoio da comunidade, para um jovem estudante, que devido a sua carência, não poderia comprar um aparelho novo. O beneficiado, desta vez, foi Weverton Alem da Silva, de 14 anos, estudante do 9º. ano e morador na vila bairro Cachoeirinha. “Esse garoto é um exemplo na comunidade e foi indicado por uma assistente social do município”, ressalta o jornalista.

O aparelho entregue, um Pentium III, foi restaurado depois de ter sido recebido emma doação inicial de uma escola particular. O monitor foi doado por um estudante universitário, todas as peças sofreram algum tipo de intervenção técnica, como a colocação de HD, memórias e troca de componentes queimados do monitor. “Embora antigo, permite editar textos, gravar em disquete, ler um CD rom. Procuro usar o sistema operacional original do HD e fazer uso de programas de domínio público (free)”, explicou o técnico.

Segundo Ademir Machado, que realiza este projeto de modo desinteressado e totalmente gratuito, isso só tem sido possível graças ao apoio de pessoas da comunidade, como empresários, comerciantes e mesmo cidadãos comuns, que adquirem um equipamento novo e não tem o que fazer com o aparelho já usado.

Procurando parcerias

Ademir Machado disse que está buscando parcerias, especialmente com universidades, visto que o trabalho técnico resulta em gastos financeiros, como eletricidade, componentes eletrônicos e especialmente espaço em sua residência “que está lotada de monitores de tubo”.

O reaproveitamento e doação de computadores (e outros eletrônicos) tem resultado em “um bocado de lixo eletrônico”, uma vez que, segundo o jornalista, o material metálico é doado para uma associação de catadores de papel, “mas não sei o que fazer com dezenas de tubos de vidro de monitores e carcaças de PVC branco de aparelhos, como impressoras e outros, que ninguém quer e não temos para onde levar”.