O ataque de um grupo de índios desaldeados, e que habitavam um acampamento às margens da MS-156, na região do Porto Cambira, em Dourados, sob a liderança do então “capitão” Carlito de Oliveira, e que resultou na morte de dois policiais civis, está completando seis anos hoje (1).
O fato aconteceu no dia 1 de abril de 2006, quando os índios entraram em confronto com policiais civis. Os agentes Ronilson Bartier, de 36 anos, e Rodrigo Pereira Lorenzatto, de 26, morreram a golpes de faca, pauladas e tiros e um terceiro agente, Emerson Gadani, de 33 anos, também foi esfaqueado, teve que ser aposentado e ainda hoje guarda marcas do episódio.
Segundo informações da Polícia Civil na época, os três policiais teriam ido até o acampamento indígena à procura de Wilson Rodrigues da Silva, acusado pelo assassinato do pastor evangélico Sinforiano Ramires, ocorrido na noite anterior. Um fazendeiro acabou encontrando Emerson ferido às margens da rodovia e acionado as autoridades para verificar o que teria acontecido no local.
O acampamento, formado por índios guaranis-caiuás liderados pelo cacique Carlito de Oliveira, reúne famílias indígenas que há vários anos foram expulsas da reserva indígena de Dourados pelas próprias lideranças indígenas do local. Depois de passarem um tempo acampados sob a ponte do rio Dourados, entre Dourados e Ponta Porã, os índios seguiram para a região de Porto Cambira.
O advogado Maurício Rasslan, que defende a família dos policiais mortos durante o confronto, escreveu hoje, na pagina que mantém no facebook, que o “cacique bandido está solto”.