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‘Negociação com os professores não foi adequada’, critica Ishy

09 de abril 2012 - 16h47 Por Redação Douranews
‘Negociação com os professores não foi adequada’, critica Ishy

O vereador Elias Ishy (PT) criticou a forma como a Prefeitura de Dourados desenvolveu as negociações salariais com os educadores do município. Na manhã desta segunda-feira (9), durante sessão extraordinária na Câmara de Vereadores, os parlamentares tiveram que aprovar em regime de urgência o PLC (Projeto de Lei Complementar) nº 04, de abril de 2012, que dispõe sobre a remuneração dos docentes.

“Eu me sinto bastante constrangido de ter que votar um projeto sem ter analisado. É um desrespeito trazer o projeto dessa forma”, afirmou Ishy no início da sessão. Para o vereador, o Executivo municipal não respeitou os profissionais em educação.

“A forma como o Poder Executivo tratou os professores não foi a mais adequada”, ponderou. A opinião do vereador é baseada numa nota de esclarecimento divulgada pelo Simted (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) de Dourados. Nela os sindicalistas informam que apesar de o primeiro ofício da categoria ter sido protocolado no dia 8 de fevereiro, somente no dia 12 de março os representantes sindicais foram recebidos pela administração municipal.

Nas semanas seguintes, de acordo com o Simted, a categoria promoveu assembleias para discutir a questão salarial, mas não contou com a atenção da prefeitura. Apenas no dia 3 de abril houve uma contraproposta formal, que foi recusada. Na semana passada os educadores protocolaram junto ao Legislativo um manifesto anunciando uma greve, que teria início nesta terça-feira (10).

Mesmo assim, os sindicalistas decidiram aceitar a contraproposta feita pela prefeitura no dia 4 de abril. Isso porque o prazo para a negociação estava esgotando, dada a proximidade com o período eleitoral. “Foi aceito para não sair sem nada de reajuste”, justifica o presidente do Simted, João Vanderley Azevedo.

Para Elias Ishy, a ausência de contrapropostas por parte do Executivo pode ter sido proposital. “Talvez tenha havido uma tática da prefeitura de deixar tudo para a última hora”, avalia. O vereador também criticou a atitude da prefeitura em ter divulgado nota dizendo que a proposta havia sido aceita antes mesmo dos educadores promoverem a assembleia. “Hoje falamos muito em transparência, mas precisamos de fato ser transparentes mesmo, não podemos manipular”. (Com Assessoria)