O vereador Dirceu Longhi, do PT de Dourados e o advogado Naudir de Brito Miranda estão sendo acusados de improbidade administrativa em Ação Civil proposta pelo promotor da 16ª. Promotoria do MPE (Ministério Público Estadual) em Dourados, Luiz Gustavo Camacho Tercariol, e poderão ser conodenados a devolver R$ 285 mil aos cofres do Município.
Segundo o promotor, o vereador Dirceu contratou, em agosto do ano passado, quando exercia a função de presidente da Câmara de Dourados, os serviços profissionais do advogado, que teria escritório em Campo Grande, para exercer atividades de assessoramento nas Comissões Processantes criadas na casa para investigar irregularidades praticadas pelo grupo de vereadores que foi preso durante a operação “Uragano” (furacão, em italiano) da Polícia Federal.
Luiz Gustavo Camacho argumenta que a Câmara de Vereadores dispensou a contratação do advogado do necessário processo de licitação, considerando inclusive que na gestão anterior da presidência da Câmara, quando ainda comandava o Legislativo o ex-vereador Sidlei Alves, um dos que também foram presos na operação “Uragano”, a Câmara havia contratado um escritório de advocacia da cidade para a execução de serviços da mesma modalidade.
O promotor considera ainda que os serviços para os quais a Câmara contratou Naudir não demandavam "notória especialização”, como foi publicado na época pelo presidente Dirceu Longhi, já que se tratavam, segundo ele, de serviços comuns que poderiam ser desempenhados por quaisquer profissionais da área. Além disso, contra Naudir Miranda á havia a denúncia de prestação de serviços também sem licitação para a Câmara de Vereadores de Aquidauana.