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Estacionamentos rotativos na área central são mais viáveis que parquímetros

28 de abril 2012 - 13h04 Por Waldemar Gonçalves - Russo
Estacionamentos rotativos na área central são mais viáveis que parquímetros

Os parquímetros, implantados em Dourados a partir do final de 2006, com o objetivo de moralizar o estacionamento de veículos automotores na área central da cidade, encontram agora uma saudável e até mais viável concorrência, com a expansão dos estacionamentos rotativos, que passaram a ser mais um gerador de rendas na cidade.

Na rua João Rosa Góes, por exemplo, existem atualmente, no sentido da avenida Marcelino Pires até a rua Cuiabá, três estacionamentos rotativos. O mais novo deles, de propriedade de Silvio Minoru, cobra dois reais por carros de passeios e para motos o valor de um real por hora.

“Estamos na área a pouco mais de um mês e graças a Deus já estamos com uma boa freguesia. A tendência é melhorar a cada dia que passa” disse Minoru.

A diferença desses estacionamentos em relação aos parquímetros é que, nestes últimos, os usuários reclamam dos excessos de multas bem como da falta de segurança [ninguém se responsabiliza por eventuais danos provocados nos veículos parados na chamada área de cobertura], enquanto nos estacionamentos rotativos, a maioria deles montados em amplos terrenos da área central em sua maioria das vezes arrendados pelos proprietários para terceiros, a segurança é aparentemente maior.

Para se ter uma idéia, o proprietário de um veículo gasta apenas dois reais por hora para estacionar em um destes rotativos, tempo que seria suficiente para resolver seus negócios no centro da cidade e caso venha a ultrapassar esse limite, não paga multa, o que no parquímetro não ocorre. “Dia destes fui a uma agência bancaria e utilizei o parquímetro e quando voltei tive de pagar uma multa, pois excedi no tempo e não tinha como sair da fila para renovar o meu cartão, daí hoje optar pelos rotativos, pois além de ser mais seguro, não lhe cobram multas em caso de ultrapassar o tempo na qual foi proposto para que o meu carro ficasse guardado no local” disse o chapista industrial Jean Batista Gumieiro.

Em uma rápida pesquisa a maioria das pessoas são contrárias a criação dos parquímetros por entender que a cidade ainda é muito pequena no ponto de vista deles se comparado a Campo Grande por exemplo. “É claro que tem pessoas que chegam cedo e colocam seus carros nos acostamentos; vão trabalhar no comércio e só saem à tarde para ir embora, e isso acaba por prejudicar aquelas pessoas que querem usar o local apenas por uma ou no máximo três horas. De tanto levar multas das moças dos parquímetros decidi fazer o uso dos estacionamentos e não me arrependi. Com o meu carro na rua já fui prejudicado em um arrombamento e além do prejuízo feito pelos malandros na porta, ainda perdi uma blusa de frio; um notebook e um monte de moedas que eu deixava no carro. Nos rotativos até agora não tive este problema e, se tiver, a pessoa que explora a área com certeza vai reembolsar-me dos prejuízos”, disse Luis Ayala Montenegro.

As reclamações de muitas pessoas sobre os parquímetros em Dourados são de que a exploração deste serviço teria se transformado em uma indústria de multas, com um único objetivo, que é o de levantar recursos ao invés de organizar o trânsito da cidade.

Para muitos o sistema não permite o mínimo de flexibilidade em favor dos usuários, aonde muitos deles já chegaram segundo informaram a levar de três ou mais notificações em apenas uma semana; muitas delas no mesmo dia.

As supostas “infrações” teriam sido motivadas por erros de preenchimento do cartão ou pelo excesso do horário ultrapassado após estacionar seus veículos. “Fui a uma agência bancária para fazer um trabalho e quando retornei estava com duas notificações. Entendo a fiscalização das meninas, mas elas poderiam ter mais tolerância com os usuários que não estão acostumados com o sistema ou que por força de um motivo maior ultrapassou o limite dos cartões. Teve um dia que fiquei mais de meia hora esperando uma das meninas para me vender o cartão e ela não apareceu. Então decidi ir até a farmácia (Popular) para pagar uma conta de energia e comprar dois remédios para minha esposa e ao voltar fui surpreendido com a notificação. Aquilo me deixou muito irritado; nervoso mesmo”, argumentou Róbson Macedo de Oliveira, residente em Itaporã, mas que vem a Dourados diariamente para resolver problemas pessoais e comerciais, já que possui um mercado na cidade vizinha.