Depois das cobranças feitas pelo vereador Elias Ishy (PT), a Prefeitura de Dourados enfim regulamentou o pagamento do difícil acesso aos educadores do município. Um decreto que estabelece os valores a serem pagos em benefícios foi publicado pelo Executivo no dia 26 de abril, três dias após o parlamentar ter enviado requerimento com pedido de informações ao Executivo municipal. Ishy ainda cobra aprimoramentos na regulamentação.
Na sessão ordinária do dia 23 de abril, Ishy utilizou a tribuna da Câmara para cobrar da administração municipal a regulamentação dessa ajuda de custo paga aos educadores que precisam se deslocar por longas distâncias até chegaram às escolas onde trabalham. “Tenho recebido muitas reclamações desses professores. Ocorre que muitos deles, que moram distantes das escolas onde lecionam, não estão recebendo a ajuda de custo do difícil acesso”, informou.
As reclamações às quais Ishy se referiu podiam ser vistas até mesmo no site do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted) de Dourados. Em comunicado, os sindicalistas descreviam situações de educadores que não estavam recebendo o auxílio financeiro e por isso precisavam recorrer a empréstimos para continuar trabalhando.
Tais contratempos levaram o vereador a cobrar a Prefeitura. “Nós aprovamos a lei aqui para que o Executivo regulamentasse isso por meio de decreto. Agora tem que ser revisto isso. Penso que o Executivo municipal tem que rever isso o mais rápido possível e temos que reivindicar que se faça justiça com esses educadores”, afirmou Ishy.
Essa lei mencionada pelo vereador foi aprovada pelo Legislativo no ano passado e prevê, no parágrafo 3º do artigo 4º, que o Executivo publicará, “antes do início do ano letivo, a relação das escolas de difícil acesso e/ou provimento”. Mesmo assim, isso só ocorreu no fim de abril, mais de dois meses após o começo das aulas.
Contudo, Ishy ressalta que a Prefeitura ainda precisa se adequar. “O decreto não prevê o pagamento aos educadores que moram nos distritos onde trabalham, mas distantes das unidades escolares, e precisam se deslocar com seus veículos diariamente”, explica. “Por questão de justiça, esse decreto precisa ser aprimorado para que não haja injustiças com esses profissionais”. (Com assessoria)