O que seria uma mera limpeza de um forno de assar pães e bolos entre outros produtos comestíveis de uma padaria localizada na rua Álvaro Brandão, na entrada do Jardim Canaã I, passou a ser um transtorno tanto para motociclistas como para motoristas de veículos de passeios, utilitários e até mesmo de cargas pesadas.
Ocorre que o proprietário do estabelecimento adquire, segundo informações apuradas, as sobras de madeiramentos de construções para poder aquecer o forno do local e muitos desses materiais são jogados ao fogo com os mais variados tamanhos de pregos.
Com o madeiramento consumido pelas chamas, sobram as cinzas e conseqüentemente os pregos e aí foi que surgiram os problemas para a vizinhança e usuários da rua, uma vez que os resíduos retirados do forno e jogados por duas pessoas responsáveis pela limpeza em um buraco existente no asfalto do cruzamento das ruas Olinda Pires de Almeida, antiga Ponta Grossa, com a Cândido de Carvalho, também na entrada do bairro, levaram junto, para o buraco, milhares de pregos.
Nos últimos dias, segundo depoimento de uma moradora do local, pelos menos uns 15 veículos tiveram problemas de pneus furados assim que os condutores passaram pelos buracos.

Dona de casa recolhe pregos jogados em via pública
A dona de casa Tereza Caldeira Gomes, por exemplo, proprietária de uma camioneta e residente em uma das casas do cruzamento onde os pregos foram despejados por dois braçais que fizeram o uso de uma carriola para tirar os resquícios do forno da padaria, conta que teve dois pneus furados. “Fui até a padaria umas três vezes e reclamei com o proprietário, porém ele conta que pagou para os dois homens limpar seu forno e jogar as cinzas com os pregos em um local que não prejudicasse a ninguém. Porém eles aproveitaram os buracos no asfalto e despejaram as cinzas com os pregos bem na porta de minha casa, trazendo assim prejuízo não só para mim, mas para pelo menos outra dez pessoas”, disse Tereza Gomes.
A própria Tereza Gomes, passou o domingo (6) pela manhã, de posse de vassoura, pá e de um balde, recolhendo o material dos buracos. Ela garante ter contabilizado mais de três mil pregos dos mais variados tamanhos. “Isso aqui é um absurdo. Como pode ter pessoas que fazem isso na porta de nossa casa, inclusive prejudicando não só eu, mas sim a todos que se vêem obrigados a passar por este cruzamento”, disse a doméstica.