Um acidente de moto ocorrido ontem (8) à noite, na rua Firmino Vieira de Matos, entre a Joaquim Alves Taveira e a Ponta Porã, voltou a reacender o debate em torno do excesso de lombadas horizontais, do tipo quebra-molas, que foram implantados na cidade e que a partir deste ano começaram a ser retiradas, gradativamente, com as mudanças no sistema de trânsito da área central.
Diego Lavarias Fernandes, de 23 anos, acadêmico de Economia da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), pilotava a moto Honda, vermelha, placa HSU 9574, de Dourados, por volta das 20 horas, quando perdeu o controle do veículo ao tentar reduzir a velocidade na lombada da rua. Ele caiu e, com a queda, sofreu arranhões em várias partes do corpo. Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) atendeu a ocorrência e imobilizou o rapaz para que fosse encaminhado até o HV (Hospital da Vida).
Familiares da vítima, que acorreram ao local do acidente, observaram que casos como os de Diego são constantes. “Basta você ir no Corpo de Bombeiros e passar um dia acompanhando o trabalho deles que vai ver como tem sido comuns esses problemas, sempre envolvendo lombadas mal colocadas”, disse o pai do rapaz.

Lombada sem sinalização e em área pouco iluminada = acidente
Quando assumiu a administração municipal, em fevereiro do ano passado, o prefeito Murilo Zauith chegou a dizer, em um dos pronunciamentos, que Dourados precisava definir “a cara” que pretende mostrar para o País. “Uma cidade se mostra pelo seu povo, o seu desenvolvimento. Lombadas e faixas espalhadas pelas ruas são sinais de atraso cultural”, afirmara o prefeito. Ao criar a Agetran, a agência encarregada de organizar o trânsito, esses problemas começam a ser enfrentados no Município. Um decreto ainda do ano passado já regulamenta, inclusive, a colocação de faixas nos principais pontos das vias públicas.
Nas imediações do local onde ontem ocorreu o acidente está sendo instalado um semáforo, no cruzamento das ruas Firmino Vieira com Ponta Porã. “Com certeza essa lombada será desativada”, aposta Gustavo Lavarias, irmão do acadêmico acidentado.