Os organizadores do projeto são os professores de educação física Roberto Rivelino da Silva Oliveira e Gisele Bittencourt Venâncio. Eles fazem questão de destacar a importância que a iniciativa tem, ao permitir que o aluno mostre talentos que, às vezes, passam despercebidos. “É uma oportunidade. Eles vêm para a escola não só para aprender as matérias, mas em uma atividade dessas podem descobrir uma coisa que será parte da vida profissional deles”, diz Rivelino.
Vitória Vargas é um exemplo disso. A jovem de 16 anos participou do Intervalo Cultural pela primeira vez este ano, mas já canta profissionalmente e, inclusive, apresenta-se durante a Expoagro. Segundo ela, essa chance de mostrar o talento pode fazer muita diferença na vida do jovem. “Existem muitos talentos escondidos na escola e, às vezes, eles ficam com vergonha e não tem oportunidade de mostrar em outro lugar”, diz a cantora.
Ela está no início da carreira e já gravou seu primeiro CD este ano, mas acredita que é possível investir na música como uma profissão. “Acho que é possível. Estou começando agora, mas este é meu sonho, sobreviver de música”, conta a estudante.
Rivelino também acredita no sonho da garota. “Nada impede que ela entre em uma faculdade de música e faça disso a sua profissão”. O professor finaliza destacando que o ganho da atividade é social, por “fornecer um meio para descobrir e colocar em prática o talento que eles têm”. (TD)