O Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação – Simted de Dourados enviou nota de apoio aos professores da Universidade Federal da Grande Dourados, em greve há mais de uma semana.
Os professores querem reestruturação do plano de carreira docente, além de melhores condições de trabalho e aumento salarial. O reajuste emergencial solicitado pelos profissionais é de 10%.
Para o Simted, a luta é justa e um reflexo do descaso com a educação no país, tanto em nível superior, quanto na base, no ensino básico e fundamental. Os diretores do Simted disseram ainda que em um momento em que o Brasil posa como uma das maiores economia do mundo, é no mínimo incoerência que não consiga fazer a lição de casa e dar uma educação de qualidade aos seus cidadãos, conforme estipula a Constituição Federal.
Veja abaixo a nota:
“O Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação – Simted de Dourados apóia os professores da Universidade Federal da Grande Dourados, em greve há mais de uma semana.
Nosso apoio se baseia no princípio da Justiça, onde vemos um país em pleno desenvolvimento econômico, que não consegue, porém, oferecer condições básicas para estruturar a educação, seja ela básica, fundamental ou superior.
Um país que quer estar no século XXI como potência, deve no mínimo educar os filhos e filhas dos trabalhadores e trabalhadoras. Deve remunerar bem seus professores e oferecer melhor condições de trabalho. Não é justo e nem racional, que a educação seja colocada em segundo plano e que os formadores de cidadãos e cidadãs sejam tratados com tanto descaso.
De que adianta ser a quinta ou sexta economia do mundo, se não há transferência desses benefícios para a educação? Somamos nossa solidariedade aos colegas professores da Educação Superior de todo o país e em especial aos da UFGD, de onde são egressos número considerável de nossos filiados e junto às reivindicações da categoria, lembramos ainda um outro ponto importante, que beneficiaria não só a educação superior, como também a base.
Estamos falando do aumento de investimentos a partir da aplicação de 10% do Produto Interno Bruto – PIB na educação. Acreditamos que esse é um método eficaz, ainda que longe do ideal, para que aconteçam melhorias no setor educacional do nosso país. (Com assessoria)