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Novo superintendente da Pesca promete acelerar obra de entreposto

06 de junho 2012 - 16h12 Por Redação Douranews
Novo superintendente da Pesca promete acelerar obra de entreposto

O prefeito Murilo Zauith e o novo superintendente da Pesca em Mato Grosso do Sul, Luiz David Figueiró, vistoriaram na manhã de hoje (6) as obras do entreposto de peixe de Dourados.  O representante do Ministério de Aquicultura e Pesca conheceu as instalações do frigorífico e ouviu um relato do diretor da Cooperativa MS Peixe, Ademar Ferreira, sobre a luta para o início da construção.

Ademar informou ao superintendente que o processo vinha se arrastando desde 2009, quando foi liberado um recurso de R$ 1 milhão através do Ministério da Pesca. Em 2010 a construção foi iniciada, mas em seguida parou por conta do escândalo político que atingiu a cidade. Ele lembrou que a retomada das obras só aconteceu na atual administração.

Por conta da defasagem dos valores liberados, a Prefeitura ainda teve de investir mais recursos, além da contrapartida, para garantir o andamento da implantação do frigorífico. O diretor da MS Peixe, cooperativa que vai gerenciar a unidade, destacou também o empenho na busca de recursos para a conclusão do projeto. O custo total é de aproximadamente R$ 3,5 milhões e faltam pelo menos R$ 2 milhões.

Luiz Figueiró esteve em Dourados a convite do vereador Juarez do Esporte. Ele garantiu ao prefeito que vai se empenhar ao máximo para proporcionar as condições necessárias para a finalização da obra. O secretário municipal de Planejamento Gerson Schaustz acompanhou a visita à obra.

Murilo destacou que o município necessita desse entreposto para completar a cadeia produtiva do peixe, já que existe uma produção considerável, não só local como regional, que esbarra na comercialização.

Em Dourados são em torno 120 criadores cadastrados, a maioria pequenos produtores que possuem menos de cinco hectares de lâmina d’água. Pelo menos metade está com a atividade paralisada pela falta do processamento da produção. Abatedouros da região priorizam os grandes produtores, o que prejudica os médios e pequenos piscicultores.