O município de Dourados participou, de 4 a 6 de junho, em Angra dos Reis/RJ, do IX Fórum Nacional de Defesa Civil, que teve como tema principal “Desastres acontecem quando não estamos preparados”. O evento contou com a presença de coordenadores de Defesa Civil da maioria dos municípios brasileiros, além de autoridades e especialistas na área.
O coordenador da Defesa Civil de Dourados João Vicente Chencareck representou a cidade junto com outro integrante, Ademir Martins. Segundo ele, o evento foi de extrema importância para o município, principalmente na questão de legislação. João Vicente lembrou que um dos assuntos abordados foi sobre a Lei Federal 2608, de 04/2012, que traça diretrizes para a Defesa Civil.
A lei fala da importância de trabalhos preventivos, a estruturação de cada órgão para garantir acesso aos recursos emergenciais e principalmente o cartão magnético para pagamentos da Defesa Civil. Esse cartão é um mecanismo criado pelo governo federal para agilizar a liberação de recursos para atender catástrofes.
Dourados na frente
Após a participação no encontro e analisar o que foi discutido, João Vicente concluiu que Dourados, graças aos investimentos feitos pela atual administração, está bastante avançado nesta área. A nova lei fala da criação de fundos municipais para recebimento de recursos e, segundo ele, Dourados já tem esse mecanismo constituído.
Outro detalhe apontado pelo coordenador da Defesa Civil local é o cartão magnético. Vicente informou que o prefeito Murilo Zauith já assinou toda a documentação para a adesão, e o município será o primeiro do Mato Grosso do Sul credenciado a receber esse cartão. De acordo com o coordenador, através desse sistema será possível o acesso a recursos com mais rapidez.
Ele explicou que pelo processo tradicional, quando ocorre uma catástrofe, são necessários levantamentos, encaminhamentos de documentos ao Estado, que repassa para o governo federal; análises, confirmações e muita burocracia. Geralmente a liberação de recurso para atender pessoas prejudicadas chega a acontecer em até seis meses.
Em relação à prevenção, Dourados já teve várias ações através da atual administração municipal, reduzindo consideravelmente o índice de famílias desabrigadas em períodos de chuvas. Foram obras e serviços que resolveram problemas de alagamentos em diversas regiões, como do Caimã, João Paulo II e Cachoeirinha.
Em atendimento à Defesa Civil, o prefeito Murilo determinou também outras medidas, como a remoção de 140 famílias que viviam em áreas de risco. A ponte da Vila Cachoeirinha foi outro pedido atendido e, segundo Vicente, foram encaminhados projetos para substituição de todas as pontes de madeira da zona rural por pontes de concreto.
Diante destes investimentos, o coordenador da Defesa Civil entende que Dourados está estruturada em relação aos moldes da legislação brasileira e bem avançada. Segundo ele, o prefeito tem esse setor como prioritário e, por conta disso não tem medido esforços para proporcionar ao órgão condições de oferecer um atendimento de qualidade.