No dia 7 de maio, os instrutores de Dourados comemoraram a publicação no Diário Oficial do Estado do resultado da licitação que divulgava o nome da empresa vencedora para a construção da pista de exames práticos. O Estado revelou ainda que será destinado mais de R$ 1 milhão para a empreiteira GTel Construtora executar a obra, mas até esta segunda-feira (18) nada havia saído do papel.
O presidente da Associação Profissional de Instrutores e Diretores de Auto-Escolas da Região Sul de Mato Grosso do Sul, Danúbio Meira, reclamou ao Douranews da demora para o começo das obras. Ele esteve reunido na última semana com o presidente do Sindicato dos Instrutores de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Sindif-MS), Paulo Benites, para encontrar meios de pressionar o Estado a executar a obra com mais agilidade, já que trata-se de uma reivindicação antiga da categoria.
Instrutores x caminhantes
Danúbio lembra que o estádio Douradão já foi um lugar pouco movimentado, mas depois de algum tempo se tornou local de lazer e esporte. Ele destaca também que o espaço não possui banheiros e quando chove não é possível aplicar prova.
Nos últimos anos houve desavenças entre pessoas que usam as calçadas do estádio para caminhar e instrutores que usam os espaços de caminhada para dar aulas de direção. Através de releases, a até então Funced (Fundação Cultural e de Esporte de Dourados) se manifestou contra a atitude dos instrutores considerando como “abusiva”.
“Ocorre que apesar de haver um extenso pátio para a realização de aulas práticas aos seus alunos, os instrutores invadem a área onde as pessoas fazem suas caminhadas. Além de propiciar um desconforto entre os caminhantes com a presença dos veículos andando ao lado deles, os instrutores e seus alunos acabam por trazer uma sensação de insegurança”, disseram, na época, representantes da Funced sobre a divisão de espaço entre instrutores e caminhantes.
Agesul
Procurado pelo Douranews, o diretor-executivo do Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul), coronel Francisco Libório Silveira, disse que a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) é responsável pela obra que ainda não foi iniciada.
Questionada a respeito da obra, a assessoria de comunicação da Agesul não retornou os telefonemas até o fechamento da reportagem.