A base do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, que corresponde a 13 municípios, está pronta para o início das negociações com a Fenaban, a federação nacional. A categoria aprovou, em assembleia realizada ontem (27), na sede da entidade em Dourados, a pauta de reivindicações, com índice de 10,25% (5% de aumento real, além da inflação projetada de 5%) para este ano.
Os trabalhadores também apreciaram os demais itens da minuta. Os principais econômicos incluem PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários mais R$ 4.961,25 fixos, piso salarial de R$ 2.416,38 (salário mínimo definido pelo Dieese), vales refeição, alimentação e auxílio creche de R$ 622,00 cada e PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) para todos.
Todas as reivindicações serão conhecidas pela Federação dos bancos na quarta-feira (1), quando acontece a entrega da minuta. No mesmo dia o Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, faz o lançamento oficial da campanha em Campo Grande, em ato conjunto com o sindicato da capital, cujos representantes vem a Dourados no dia seguinte (2) para o lançamento da campanha na base regional.
Sem desculpas
Segundo Raul Verão, presidente do Sindicato de Dourados, “os bancários não vão aceitar nenhuma desculpa para não obter os índices reivindicados, afinal a lucratividade dos bancos confirma que é possível atender as exigências dos trabalhadores”.
“Para se ter uma ideia, o Itaú bateu mais um recorde no semestre e embolsou R$ 7,12 bilhões no primeiro semestre. O Bradesco não fica atrás. O ganho da empresa foi de R$ 5,72 bilhões no mesmo período. O Santander ficou com R$ 3,23 bilhões. Os demais bancos que ainda não divulgaram os seus balanços semestrais também devem trilhar pelo caminho dos lucros exorbitantes, inclusive os bancos públicos”, conclui Raul Verão.
As primeiras negociações estão agendadas para os dias 7, 8, 15 e 16 de agosto. A data base da categoria é 1 de setembro.
As principais reivindicações:
* Reajuste salarial de 10,25%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação projetada de 4,97%.
* PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
* Piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416,38).
* Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
* Auxílio-educação para graduação e pós-graduação.
* Auxílio-refeição e vale-alimentação, cada um igual ao salário mínimo nacional (R$ 622,00).
* Emprego: aumentar as contratações, acabar com a rotatividade, fim das terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe demissões imotivadas) e ampliação da inclusão bancária.
* Cumprimento da jornada de 6 horas para todos.
* Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral para preservar a saúde dos bancários.
* Mais segurança nas agências e postos bancários.
* Previdência complementar para todos os trabalhadores.
* Contratação total da remuneração, o que inclui a parte variável da remuneração.
* Igualdade de oportunidades.